Mais de 50 acusados foram presos desde início da CPI do Narcotráfico
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terça-feira, 07 de dezembro de 1999
Por Flávio Mello 
São Paulo, 07 (AE) - Mais de 50 acusados de participar ou integrar o grupo de extermínio e o esquema de narcotráfico supostamente comandado pelo ex-deputado federal Hildebrando Pascoal (sem partido-AC) foram e permanecem presos, desde que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico na Câmara dos Deputados começou a investigar as denúncias.
A maioria dos acusados está detida em Brasília. O irmão de Hildebrando Pascoal, o dentista Sete Bandeira Pascoal, que é o sétimo dos nove irmãos do ex-deputado federal sem partido do Acre, foi denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPE), sob a acusação de ter participado da tortura e da execução de Agílson Santos Firmino, de 25 anos, mais conhecido como "Baiano".
"Baiano" foi torturado com uma faca, teve os olhos perfurados, braços e pernas cortados supostamente por uma motosserra - versão não confirmada pelos laudos do Instituto Médico-Legal (IML). O crime ocorreu porque a vítima não revelou o paradeiro do patrão, José Hugo, que matou a tiros Itamar Pascoal, outro irmão de Hildebrando Pascoal.
Além de Bandeira e Hildebrando Pascoal, mais três membros da família foram presos, a partir das investigações da CPI do Narcotráfico.
Pedro Pascoal Duarte Pinheiro Neto, ex-vereador e primo de Hildebrando Pascoal, foi preso por ser acusado de participar do assassinato do filho de "Baiano", Wilder, de 13 anos, atingido com ácido antes de ser morto a tiros. Amaraldo Pascoal, ex-vereador e primo de Hildebrando Pascoal, também é acusado da tortura contra "Baiano".
O deputado estadual e primo de Hildebrando Pascoal, Aureliano Pascoal, foi denunciado, mas a Justiça precisa de licença da Assembléia Legislativa do Acre para iniciar o processo.


