Dados divulgados no Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros 2008, lançado pela Ritla (Rede de Informação Tecnológica Latino Americana), mostraram que o número de mortes em acidentes de trânsito cresceu, passando de 33.265 ocorrências fatais em 2002, para 35.146, em 2006.
Os pedestres são as principais vítimas, com participação de 34,9% no total de acidentes fatais. No entanto, foram as mortes de motociclistas que mais cresceram - 83% em 2006, quando o total de casos chegou a 6.829. Em acidentes com carros, 7.440 pessoas morreram.
Uma das justificativas dada para o aumento do número de acidentes envolvendo motociclistas é a autorização dada pela lei para que eles circulem entre as faixas de carros, a partir da criação do Código de Trânsito Brasileiro, há 10 anos. Antes, a lei proibia que esses condutores passassem entre os outros veículos.
O número de mortes em acidentes por casos indeterminados, ou seja, que se sabe tratar-se de vítimas de acidentes de transporte, mas a situação não consta em registro, também chamou a atenção. Apesar de os números estarem caindo significativamente ao longo dos anos, ainda é grande o número de casos.
Em 2006, foram 7.966 acidentes por tipo não identificado, o que representa 22,6% dos casos.

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