Curitiba – De acordo com a Coordenadoria Estadual da Defesa Civil, 32.263 pessoas em 20 cidades paranaenses foram afetadas pelas fortes chuvas dos últimos dias. Estradas foram bloqueadas por quedas de barreiras, alagamentos e enxurradas atrapalharam o deslocamento dos moradores e deslizamentos provocaram mortes.
O caso mais grave aconteceu na cidade de Laranjeiras do Sul (Centro-Oeste), onde um deslizamento de terra causou a morte de mãe e filha, na noite de quinta-feira.
Mariza Terezinha de Azevedo, de 37 anos e a filha Marcela Negrelli de Azevedo, de 4 anos, estavam em casa, por volta das 22 horas, quando foram soterradas. Por causa do volume das chuvas, a terra cedeu e atingiu duas lojas de veículos e um estabelecimento de equipamentos agropecuários na Avenida Ivan Ferreira do Amaral, próximo ao trevo da cidade. A casa atingida ficava nos fundos da loja agropecuária. Os corpos das vítimas foram retirados dos escombros na manhã de ontem. Marcelo Negrelli, marido de Mariza escapou ileso.
"Estamos monitorando toda a situação, algumas famílias desabrigadas foram encaminhadas para as escolas da cidade e acompanhamos outros pontos com risco de deslizamento. O mais triste é que o deslizamento que causou as mortes ocorreu durante a noite, por isso é necessário que as famílias em situação de risco deixam suas casas", reforçou Ulisses de Souza, agente da Defesa Civil de Laranjeiras do Sul.
Além de Laranjeiras do Sul, as cidades que tiveram ocorrências foram Curitiba, Antonina, Campo Largo, Colombo, Fazenda Rio Grande, General Carneiro, Imbituva, Irati, Mallet, Morretes, Paranaguá, Ponta Grossa, Piraquara, Prudentópolis, Rio Bonito do Iguaçu, Santa Lúcia, São Tomé, Santa Tereza do Oeste e Teixeira Soares.
Conforme a Defesa Civil, 662 pessoas estão desalojadas e 123 desabrigadas, e 557 casas foram danificadas. O problema é maior em Irati (Centro-Sul), onde 600 pessoas estão desalojadas e 15 estão desabrigadas, além de 300 terem sido danificadas pelas chuvas e ventos fortes.
Na capital diversos bairros registraram alagamentos. O Parque Barigui, um dos pontos turísticos da cidade, ficou debaixo d'água. "Estamos em alerta porque, mesmo que a chuva pare, o volume foi grande, o que pode ocasionar novos deslizamentos já que a terra está muito úmida. Os alagamentos também causaram grandes estragos", reforçou o tenente Marcos Vidal da Silva Júnior, da Defesa Civil.

Protesto
Manifestantes fecharam durante a manhã de ontem duas rodovias na Grande Curitiba por causa dos constantes alagamentos em regiões precárias. Os protestos causaram congestionamentos. A mobilização ocorreu na Avenida Juscelino Kubitschek de Oliveira, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), e na Avenida João Leopoldo Jacomel, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba. Não houve registro de confrontos ou feridos.

Previsão
Conforme o Instituto Tecnológico Simepar, o volume de chuva foi intenso na maior parte do Estado, em especial na região da capital. Segundo a meteorologista Vanessa D'avila, nos dois últimos dias choveu 149 milímetros na Grande Curitiba, volume superior à média histórica de todo o mês de junho, que é de 116 milímetros. A previsão é de que o volume de chuva diminua hoje, mas amanhã as pancadas de chuva podem voltar.

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