Levantamento feito pela Companhia de Habitação (Cohab) de Londrina mostra que 3.057 pessoas vivem em assentamentos urbanos, sem documentação que comprove a posse do terreno. O maior número de ocupações irregulares está no Jardim União da Vitória, na zona sul, onde são mais de 700 moradias em condições precárias, sem acesso ao saneamento básico.
De acordo com o presidente da Cohab, José Roberto Hoffmann, o objetivo da administração municipal é regularizar a maioria dos casos, mas antes será necessário finalizar um estudo técnico, desenvolvido pela Sanepar, que poderá apontar soluções para instalação da rede coletora de esgoto na localidade. "Parte do bairro União da Vitória tem o serviço, mas outras ocupações foram acontecendo com o tempo, inclusive em trechos que possuem muitas rochas, sendo impossível colocar a rede ou furar fossa para essas famílias. Contudo, com o avanço das tecnologias nessa área do saneamento, a Sanepar retomou estudos no União da Vitória, há dois meses, para uma nova avaliação", explica Hoffmann.
Caso existam condições de levar até a comunidade a rede coletora de esgoto, a Cohab alega que poderá adotar medidas para a regularização fundiária na região. O gerente regional da Sanepar, Sergio Bahls, confirma o andamento do estudo de viabilidade. Mas, por enquanto, sem resultados. "Muitos ali moram em locais que tem muita rocha, o que impossibilita a colocação da rede de esgoto. Teria que usar explosivos, mas aí pode haver danos às casas."
O presidente da Cohab destaca que a regularização fundiária, única forma de garantir a escritura do lote para o morador, somente pode ser feita após a definição da infraestrutura para o bairro, como serviços de água e esgoto, iluminação pública e drenagem urbana. "Para ter direito ao terreno também é preciso estar no local há mais de cinco anos", informou Hoffmann.
Além do assentamento no União da Vitória, há famílias em situação irregular no Santa Luzia, Shekinah e fundos do Conjunto Vivi Xavier (zona norte); Marízia 2 (centro); e Cristal (sul). "Em áreas próximas aos fundos de vale é inadequado instalar a rede coletora e abrir fossas, para evitar que dejetos vazem para os córregos", complementa o presidente da Cohab. (E.F.)

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