Londrina – A rotina na maioria das prisões do Paraná, onde a revista para visitas é feita de forma manual, é bem diferente da proporcionada pela avançada tecnologia dos scanners corporais disponibilizados em algumas poucas unidades do Estado.
No 4º Distrito Policial (DP) de Londrina, que abriga 60 presos em 24 vagas, sequer há detector de metal e a revista feita do modo tradicional causa constrangimento nas visitantes e insegurança para a unidade. "O controle de entrada e saída das visitas, como é feito hoje, prejudica todo o andamento da delegacia. Sempre as equipes encontram alguma coisa e, às vezes, percebem algum objeto diferente, mas nem sempre tem como comprovar. A instalação de um scanner mudaria a realidade da água para o vinho", ressaltou o delegado Luiz Fernando Ripp.
Um balanço da Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Paraná (Seju) mostra que no primeiro semestre deste ano foram realizadas 38 revistas, com apoio da Polícia Militar, nos 33 estabelecimentos penitenciários administrados pela Seju. Foram apreendidos 3.294 aparelhos celulares, 1.528 carregadores de celular, 1.022 chips, 372 estoques, 199 serras, 100 brocas, 52 quilos de maconha, 1,2 quilo de cocaína e 8,1 quilos de fumo.
Em relação à unidade 2 da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), o maior presídio da cidade, os dados mostram que nos seis primeiros meses de 2014 foram feitas três revistas na carceragem e localizados 816 telefones celulares, 666 carregadores, 143 chips, 57 serras, 47 estoques/ferros, 46 brocas, 31 quilos de fumo, 11,6 quilos de maconha e 146 gramas de cocaína. (L.F.C.)

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