Mais de 25% dos hispânicos nos EUA vivem na pobreza8/Mar, 12:58 Washington, 08 (AE-AP) - Informações divulgadas nesta quarta- feira revelam que nos Estados Unidos mais de uma quarta parte dos hispânicos - a minoria com o maior índice de aumento demográfico no país - vivem na pobreza. Somente 10% têm educação universitária. Mais de 25% dos 31 milhões de hispânicos nos Estados Unidos viviam abaixo do nível de pobreza em 1998 - estimado então em US$ 16.600 para uma família de quatro pessoas. Conseguir melhores salários poderia ser mais difícil para os hispânicos, sobretudo os imigrantes recém-chegados, devido à crescente demanda de trabalhadores com formação universitária, disse Gumersindo Salas, vice-presidente para relações inter-governamentais da Associação Hispana para Colégios Universitários e Universidades. Onze por cento dos hispânicos tinham graus de bacharel, ou accima deste nível, enquanto o índice correspondente entre os brancos não- hispânicos era de 28%. As estatísticas vieram do Censo Populacional de hispânicos, preparado pelo Escritório do Censo, último de seus estudos demográficos prévios ao Recenseamento do ano 2000. "Segundo a tradição entre todos os imigrantes nos Estados Unidos, depois de duas ou três gerações, costuma-se registrar um movimento ascendente no nível educacional", disse Salas. Mas, entre os hispânicos, "como há tantos que chegam através dos anos, isso costuma prejudicar esse nível de melhoria. Poderia não parecer que existe uma melhoria, mas efetivamente existe". Estima-se que a população hispânica triplicará, chegando a 98 milhões, até 2050. Os hispânicos poderiam chegar a ser, em meados deste século, o maior grupo minoritário nos Estados Unidos, pois se prevê que passarão dos 12% atuais para 24%. Entre a população hispânica, os cubanos costumam ter o maior índice de educação universitária e a menor média de pobres. Vinte e cinco por cento dos cubanos tinham grau de bacharel, enquanto, entre os porto-riquenhos, apenas 11% tinham este grau e entre os mexicanos, 7%. Quanto à pobreza, 27% das famílias porto-riquenhas caíam nesta categoria, bem como 24% das famílias mexicanas e 11% das famílias cubanas.