Mais de 22% dos estudantes paranaenses estão acima do peso
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terça-feira, 03 de dezembro de 2013
Redação Bonde com Agência Estadual de Notícias 
Um mapeamento feito com alunos das escolas públicas do Paraná mostrou que 22,8% estão com excesso de peso, sendo 6,8% considerados obesos de acordo com o índice de massa corporal.
Durante um ano, foram analisadas amostras de 17 mil alunos de 12 a 18 anos, em 361 escolas de 94 cidades paranaenses.
O estudo dividiu o Paraná em dez regiões. A com maior prevalência de sobrepeso é a que engloba Curitiba, Região Metropolitana e Litoral, com 27,6% de alunos acima do peso ideal. A região que tem os melhores índices é a Sudeste (entre os municípios de General Carneiro, Prudentópolis, Ipiranga e Antônio Olinto), com 14,8% dos alunos com excesso de peso. O baixo peso, que representa a parcela da população escolar abaixo dos índices ideais de massa corporal para a idade, é prevalente nas regiões Oeste (6,4%) e Norte Central (6,3%).
O secretário estadual do Esporte, Evandro Roman, disse que a cultural local em determinadas regiões contribuiu para os números elevados. "O Paraná mantém bolsões culturais, como a colonização de etnias que ainda mantêm certo sedentarismo e com alto consumo de gordura animal e carboidratos. Em outros aspectos, vimos também que alguns pais saem muito cedo para trabalhar e voltam tarde para casa. Eles optam por deixar alimentos de fácil acesso para os filhos comerem em casa, como salgadinhos, refrigerante e biscoitos recheados, depois que voltam da escola. Crianças precisam sentir prazer em vestir uma camiseta, um tênis no pé e praticar esportes com seus amigos, em suas cidades".
O consumo de refrigerante mostrou ser o grande vilão da mesa do estudante paranaense, já que 94% dos entrevistados afirmaram consumir diariamente a bebida. Frutas são consumidas por aproximadamente 30% dos alunos, hortaliças por 36%, e 24% deles declararam consumir frituras todos os dias. Outras determinantes apontaram que filho único tem 90% de chances de apresentar excesso de peso corporal. Os jovens cujas famílias são de classe econômica mais alta têm 86% de chance, enquanto as de renda mais baixa somaram 64%.
Entre outros dados, a pesquisa também revelou os esportes prediletos das crianças e adolescentes. O futebol lidera a lista com a preferência de 69,3% dos rapazes e 29,1% das moças. O voleibol é a única modalidade que as meninas praticam com mais frequência que os meninos, 41,4% contra 32,1%. Nos esportes individuais, a pesquisa revelou que a natação é praticada por 19,6% dos alunos e por 16% das alunas. Lutas, atletismo e tênis de campo, respectivamente, completam a lista dos esportes mais procurados.


