Mais de 20 moravam na mesma casa
Júlia Horvatich Santana, 70, nasceu em Arapongas e ainda se lembra da antiga igreja de madeira, onde foi batizada pelo padre Bernardo Merkel, que, inclusive, teria consultado o pai dela, Miguel, sobre o projeto inicial da Igreja Matriz, que ganhou duas torres por sugestão do croata.
''Hoje as pessoas olham para Arapongas e acham plana, mas naquela época ainda tinha muitos morros, algumas casas tinham escadas para chegar na porta de entrada. Também me lembro dos circos que vinham para cá, tinha todo tipo de animais: hipopótamos, girafas e gorilas'', recorda-se.
As irmãs também têm saudades dos tempos de criança, quando podiam brincar livremente e as comidas eram ''sadias'', segundo elas, plantadas pelos pais e tios. Esse aliás, é um ponto curioso na história da família Horvatich. Os irmãos Miguel e João casaram-se com duas irmãs e quando chegaram à cidade, optaram por construir e morar em uma mesma casa.
Júlia conta que conviveram quase 25 pessoas, quando então os irmãos decidiram construir duas casas separadas, mas unidas pelo quintal. ''Foi muito triste quando isso aconteceu. A gente estava acostumado a ficar junto e nós, crianças, acabávamos cada dia almoçando em uma das casas porque não queríamos nos separar'', lembra, se emocionando. (E.G.)





