Mais de 180 crianças se perdem nas praias do Paraná
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segunda-feira, 31 de dezembro de 2018
Simoni Saris<br>Reportagem Local 
Em tempo de praias lotadas, basta um pequeno descuido para perder uma criança de vista. Desde o dia 21 de dezembro, quando começou a Operação Verão 2018/2019 da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Paraná, mais de 180 crianças se perderam dos pais ou responsáveis no litoral do Estado. O número representa 30% do total de crianças perdidas na operação do ano passado, quando foram computados 600 casos. Para evitar esse tipo de transtorno, que atrapalha a diversão de crianças e adultos, o Corpo de Bombeiros quer incentivar o uso da pulseirinha de identificação. Até agora, mais de 9,5 mil foram distribuídas.

"O número de crianças perdidas é preocupante porque é bastante grande. As praias estão muito cheias, as crianças perdem o referencial de onde estão seus pais e devem ser constantemente supervisionadas", orientou a tenente Ana Paula Inácio de Oliveira Zanlorenzi, responsável pelo setor de comunicação do Corpo de Bombeiros durante a Operação Verão.
A pulseirinha distribuída pelos bombeiros tem o nome da criança, o nome e o telefone do responsável e a indicação do posto de guarda-vidas de onde saíram as informações. Com a identificação, se a criança se perder fica mais fácil levá-la de volta até os pais. "Quando se perdem, as crianças tendem a andar muito e perdem o referencial. Já chegou a ter criança que parou a dois ou três quilômetros do local de origem", comentou Zanlorenzi, reforçando que os cuidados devem ser direcionados tanto a crianças pequenas, na faixa de dois anos de idade, até os 13, 14 anos. "É bastante ampla a faixa etária de crianças perdidas. Temos também idosos que se perdem da família e a pulseirinha pode ser usada por eles também." As pulseirinhas estão disponíveis em 89 postos fixos dos guarda-vidas espalhados pelas praias do litoral paranaense e também no posto tático móvel em Morretes.
Além do uso da pulseira, o Corpo de Bombeiros recomenda que os pais ajudem seus filhos a memorizarem um ponto de referência fixo que pode ser um prédio, uma loja ou um restaurante, por exemplo. Isso ajuda a fazê-la encontrar seus familiares quando se sentir desorientada. "Ter uma referência na areia, como um guarda-sol ou uma barraca pode ser muito vaga porque se a barraca é desmontada, a criança perde a referência e se confunde ainda mais", ressaltou a tenente. "Mas na areia o ponto de referência ideal é mesmo o posto de guarda-vidas."
Afogamentos
Com o calor, aumentam também as solicitações de apoio para resgate na água. Desde 21 de dezembro, já foram mais de cem casos de afogamento e cinco óbitos, um em piscina, um em rio e três no mar. "Durante a Operação Verão no ano passado, foram seis mortes. Neste ano, já foram cinco e neste ano, a operação será maior, terá 80 dias", disse Zanlorenzi.
"A gente reforça a questão da segurança para evitar os afogamentos. Os casos de afogamento registrados no mar neste ano foram em áreas não protegidas por guarda-vidas. A gente recomenda que as pessoas não entrem na água em locais onde não tem proteção porque em uma situação de afogamento, qualquer segundo conta", ressaltou a tenente.


