Mais de 160 cidades registram protestos
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quinta-feira, 16 de maio de 2019
Folhapress 
São Paulo - Em dia de protestos contra os cortes na educação, milhares de pessoas saíram às ruas em ao menos 167 cidades. Os atos ocuparam ruas e avenidas de todas as capitais e do Distrito Federal, além de outras cerca de 130 cidades. Foram realizados inclusive em pequenos municípios, como Felipe Guerra (RN), de 5.734 habitantes, e na terra indígena Alto Rio Negro, na fronteira entre Amazonas e Colômbia.
Mesmo debaixo de uma chuva fina e frio em Curitiba, estudantes da UFPR (Universidade Federal do Paraná) fizeram ato em protesto ao corte de verbas da educação em frente ao prédio histórico da instituição, em Curitiba. Pela manhã, os alunos já haviam se concentrado no mesmo local e caminhado até o Centro Cívico da cidade. Segundo o DCE da UFPR, 20 mil pessoas participaram do ato. A Polícia Militar não fez contagem de manifestantes. À tarde, houve oficina de cartazes com o curso de Pedagogia da instituição. Além de alunos da UFPR, estudantes de outras instituições, públicas e privadas, professores e representantes de trabalhadores de várias áreas participaram do dia de protestos na capital do Paraná.
Na capital paulista, o ato se estendeu por dois quilômetros da avenida Paulista, entre a rua Augusta e a avenida Brigadeiro Luiz Antônio, e depois seguiu para a Assembleia Legislativa. Atrás do Masp, ônibus fretados paravam com estudantes de rosto pintado vindos de cidades do entorno.
Era o caso de alunos do ensino médio de escolas estaduais de Itaquaquecetuba, na Grande SP, que fizeram uma vaquinha com pais e professores para locar cinco veículos. Integrantes do Judiciário também foram lembrados em cartazes que criticavam os gastos e salários de seus integrantes.
De forma geral, os protestos transcorreram de forma pacífica, mas, no Rio, houve tumulto por volta das 20h na hora da dispersão, com bombas e manifestantes fugindo correndo pelas vias paralelas que cortam a avenida Presidente Vargas, no centro. No final do dia, a UNE convocou um novo megaprotesto em todo o país para o próximo dia 30. "É o início do gosto amargo que o Bolsonaro vai sentir", disse a presidente da entidade, Marianna Dias.


