Curitiba- Até as 18 horas, 103 vôos haviam tido algum problema de atraso na chegada ou na saída do Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Outros seis foram cancelados. Como o movimento médio diário é de 150 operações no terminal paranaense, foram afetadas aproximadamente 73% das operações. Segundo a Infraero, a média de espera era de uma hora e meia.
Na terça-feira, dos 154 procedimentos de decolagens e pousos, envolvendo cerca de 9,7 mil passageiros, 65 não aconteceram na hora prevista e oito foram cancelados, segundo a Infraero. O Aeroporto de Londrina registrou, até as 15h30, de ontem, um cancelamento e quatro atrasos de até duas horas.
Às vésperas do feriado era previsto que a situação se agravasse, diante do aumento de vôos comerciais e também do reflexo do controle de fluxo de tráfego aéreo do Centro Integrado de Defesa e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta) da área de Brasília. O Cindacta I é o coração do monitoramento aéreo do Brasil e por lá passam diariamente, em média 160 vôos, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Os atrasos nos aeroportos ocorrem desde o último dia 27, segundo o Centro de Comunicação da Aeronáutica, que confirma ter havido, ontem, retenções de uma hora e meia em Porto Alegre e Curitiba.
Já nos demais aeroportos do País podem ter acontecido atrasos devido a situações acumulativas do controle de fluxo do Cindacta de Brasília. Ainda não existe previsão de quando voltará a normalidade, mas algumas medidas já vêm sendo tomadas como a criação de rotas especiais para atender os dois grandes gargalos de tráfego aéreo: vôos de ponte aérea e as conexões.
Ainda serão criados corredores ou vias expressas com o objetivo de desviar os vôos da área de Brasília e um grupo formado por representantes da Infraero, companhias aéreas e da Anac para estabelecer uma ordem de prioridade nas decolagens. Depois de ficar com o quadro desfalcado, devido ao afastamento de oito dos 38 controladores de vôos - depois do acidente com a aeronave da Gol -, o Cindacta de Brasília aguarda o remanejamento de 15 profisisonais do Nordeste, que já serviram anteriormente a área do Distrito Federal.
O Centro de Comunicação da Aeronáutica afirma que os controladores de vôo não estão fazendo ''greve branca'' e que no Brasil existem 2.112 militares e 571 civis nesta função.
A Aeronáutica lembra que não cabe a ela cancelar vôos regulares, só as empresas áreas podem fazê-lo, e reconhece a situação de desconforto das pessoas nos aeroportos, mas que as medidas tomadas visam a garantia de que o passageiro chegará ao seu destino com segurança. (Com Agência Estado)

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