Havana, 30 (AE-AP) Mais de 100 mil cubanos realizaram uma grande manifestação hoje (30) para exigir o retorno a cuba do menino Elián González e o presidente Fidel Castro promoteu continuar com os protestos "por até 10 anos se for necessário"
reiterando suas delcarações de ontem, de que a mãe do garoto de seis anos foi "praticamente sequestrada" para sua viagem clandestina aos EUA, em que acabou morrendo.
As avós de Elián retornam hoje para Cuba sem o neto, mas com a certeza de que "conseguiram transmitir sua mensagem"
disse a porta-voz do Conselho Nacional da Igreja nos EUA, Carol Fouke.
"As avós pensavam em ficar em Washington por vários dias para participar diretamente das discussões sobre o destino de Elián, mas decidiram que conseguiram comunicar sua mensagem e que chegou a hora de regressar para casa", disse Fouke.
O destino de Elián pode ser definido na audiência de uma Corte Federal, prevista para o dia 22 de fevereiro.
Castro destacou hoje que no passado poucas vezes houve tamanha união do povo cubano em torno de um questão, afirmando que "não cansaremos de protestar. Temos disposisão para continuar por 10 anos se necessário".
Mais de 100 mil pessoas reuniram-se na cidade de Cienfuegos, na região central do país e palco das mais importantes batalhas no movimento da Revolução Cubana, para participar de mais uma manifestação patrocinada pelo governo exigindo o regresso de Elián a Cuba. Entre os oradores estava um menino que chamou Elián de "anjo sequestrado".
O governo cubano anunciou ainda que haveria hoje outra grande manifestação na capital, Havana, para receber as avós de Alián, que retornam a Cuba.
Cerca de 200 pessoas realizaram também hoje manifestações em Miami respaldando à devolução do garoto a Cuba, enquanto um grupo de número semelhante, em sua maioria cubano-americanos, manifestou-se em Little Havana contra o retorno do garoto a seu país.