Mais de 10 milhões já tiveram DSTs
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terça-feira, 18 de agosto de 2009
Agência Estado 
Brasília - Uma pesquisa encomendada pelo Programa Nacional de DST-Aids mostra que 10,3 milhões de brasileiros já tiveram sintomas de doenças sexualmente transmissíveis e que os primeiros problemas começam cedo. De a-cordo com o trabalho, 8,9% dos homens entre 15 e 24 anos disseram já ter apresentado sinais relacionados às doenças. É um dado que preocupa, sobretudo diante da constatação de que DSTs aumentam em até 18 vezes o risco de infecção pelo HIV, disse a coordenadora do programa, Mariangela Simão.
Além de um número significativo de infecções relatadas, o estudo mostra que brasileiro resiste em procurar o médico nessas situações e, quando procura, é mal-orientado. Um em cada quatro homens, ao aparecimento dos primeiros sintomas, procurou o balconista da farmácia em vez de procurar o médico. E do grupo que procurou os médicos, apenas 30,2% foi orientado a fazer o teste de HIV. A situação foi ainda pior no aconselhamento sobre sífilis: somente 24,3% dos infectados foram aconselhados pelos profissionais a realizar o exame. É preciso que médicos estejam mais atentos. Que façam as orientações corretas para paciente, seja com medidas de tratamento, seja medidas para detecção de outras doenças associadas, completou Mariangela.
Entre o grupo feminino, a situação com relação a diagnóstico e automedicação é melhor. Das que apresentaram sintomas, 11,4% não procuraram tratamento. E entre as que procuraram a maioria (74,7%) buscou o médico. As orientações recebidas pelos profissionais, no entanto, também deixaram a desejar: somente 30,7% foram aconselhadas a fazer o teste de HIV e 22,5% o de sífilis.
O correto seria que o profissional, além de indicar tratamento, orientasse o paciente a usar preservativo, a comunicar seu parceiro sobre a infecção, a fazer teste de HIV e de sífilis. A pesquisa revelou que em nenhum desses itens, seja entre grupo masculino ou feminino, o aconselhamento foi feito a um número maior que 75%.


