Bucareste, Romênia, 8 (AE-AP) - Mais da metades dos romenso dizem que a vida era melhor sob o governo de mão de ferro do ex-ditador Nicolau Ceausescu, informou uma pesquisa publicada hoje.
Cerca de 64% dos romenos dizem que a vida piorou desde a queda de Ceausescu em 1989 enquanto 24% consideram que houve melhoras, segundo a pesquisa publicada no jornal Nacional.
Para 11% dos entrevistados, nada mudou desde que Ceaucesco foi deposto e executado, revela a pesquisa feita pelo Instituto Metro Media Transylvania.
Aproximadamente 21% dos 2.097 cidadãos que foram entrevistados nacionalmente de 10 a 20 de setembro, disseram que o povo tinha mais liberdade antes de 1989, enquanto 67% afirmam que são mais livres agora.
A pesquisa, encomendada pelo Partido Social-Democrata , tem margem estimada de erro de 2.8 por cento.
O nível de vida na Romênia decaiu nos últimos anos enquanto as lentas e confusas reformas econômicas do governo levaram à inflação alta, desemprego e investimentos estrangeiros altos.
Sob Ceausescu, todos os romenos tinham trabalho garantido, a maior parte no setor industrial, vasto e ineficiente. Comida e outros itens básicos eram escassos, pois o ditador exportava a maior parte da produção do país para pagar dívidas externas no fim da década de 80.
Políticas confusas fizeram o presidente Emil Constantinescu receber apenas 17% de aprovação na pesquisa, 34% a menos do que tinha nas pesquisas do ano passado.
O líder do Partido Social-democrata, Ion Iliescu, tem 34% de aprovação, assumindo o primeiro lugar , surpreendentemente seguido por ex-ministro do exterior Teodor Melescanu, que tem 21%.
O número de ultra-nacionalistas caiu e a aprovação do líder extremista Corneliu Vadim Tudor, líder do Partido Grande Romênia, caiu de 18% no ano passado para 7%.

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