Mais cinco são denunciados por exploração
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terça-feira, 17 de novembro de 2015
Celso Felizardo<br> Reportagem Local 
O Ministério Público (MP) ofereceu ontem mais cinco denúncias ligadas à rede de exploração sexual de adolescentes que existia em Londrina e foi desmontada em janeiro deste ano pelo Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Nesta nova etapa, oito pessoas foram acusadas por crimes cometidos contra 17 vítimas, que tinham, à época dos fatos, entre 14 e 17 anos. O MP não revelou nomes mas entre os novos denunciados estão um serventuário da Justiça, um advogado, um agricultor e dois empresários - um de Jacarezinho e outro de Londrina, que está foragido desde março.
Além dos citados, constam na denúncia, ainda, duas aliciadoras e um empresário de Cambé os três já denunciados anteriormente pelo MP pelos mesmos crimes. Essas novas denúncias fazem parte de um segundo pacote de inquéritos policiais sobre exploração sexual infantojuvenil instaurados pelo Gaeco de Londrina, que estavam aguardando análise da 29ª Promotoria.
Os crimes, cometidos entre 2008 e 2014, são de exploração sexual de adolescentes. Já na primeira leva de inquéritos, que resultou no oferecimento de nove denúncias, com 13 réus, no último dia 5 de novembro, o MP incluiu denúncia pelo crime de estupro de vulnerável, quando as vítimas são menores de 14 anos de idade.
Do total de 39 inquéritos relacionados ao esquema, 32 resultaram em ações penais que estão tramitando na Justiça. A promotoria já ofereceu 14 denúncias à Justiça, somando os dois conjuntos de inquéritos. De acordo com a promotora Susana Lacerda, há 36 réus nas ações e foram identificadas pelo menos 50 vítimas.
Apenas o primeiro processo do caso já teve condenação pela Justiça: o do auditor-fiscal Luiz Antônio de Souza, preso em flagrante no início do ano com uma adolescente de 15 anos em um motel da cidade. Uma aliciadora, de 19 anos, também foi condenada. Ambos assinaram termo de delação premiada com o Ministério Público. O auditor foi condenado a quatro anos de prisão em regime semiaberto por exploração sexual, um ano de detenção por porte ilegal de arma e pagamento de multa. Já a aliciadora recebeu pena de dois anos de prisão em regime aberto e multa.
A rede começou a ser revelada no início deste ano com a prisão em flagrante de um auditor-fiscal de Londrina. Desde então, um grande esquema de exploração foi relevado, envolvendo homens que pagavam por programas sexuais com crianças e adolescentes e jovens responsáveis por aliciar as meninas.


