Curitiba- O 6º Congresso Sul-Brasileiro de Acupuntura, que começou ontem e termina amanhã em Curitiba, discute os avanços na especialidade médica que, apesar reconhecida como tal há apenas 13 anos, já é aplicada em praticamente todas as áreas da medicina e tem mais 5 mil especialistas em todo o Brasil.
Para o vice-presidente da Sociedade Médica Brasileira de Acupuntura, seção Paraná, Mauro Carbonar, uma das inovações na área é que a acupuntura se tornou mais científica. ''Hoje os médicos só fazem a intervenção após estabelecer um diagnóstico preciso do paciente. Como a acupuntura é muito mais ampla do que simplesmente tratar uma dor nas costas, nós queremos saber qual o músculo, a vértebra, o nervo ou o órgão onde existe o problema e qual quantidade de estímulo deve ser dada'', explica.
Segundo Carbonar, a técnica vem sendo usada para diversos problemas como disfunções sexuais, dificuldades na gestação, infertilidade, doenças auto-imunes, etc. Outro tema abordado no congresso é a eletroacupuntura, que consiste na estimulação elétrica dos pontos de acupuntura, podendo prolongar ou aumentar em 20 vezes o efeito analgésico ou antiinflamatório.
Unanimidade entre os acupunturistas é a importância da alimentação na eficácia do tratamento. ''O estímulo no nervo pelas agulhas é para que o corpo produza a substância terapêutica que vai ajudar o paciente. Mas os ingredientes para essa substância vêm dos alimentos. Se o organismo não tiver os nutrientes necessários, o resultado certamente será menor'', afirma Carbonar.
O acupunturista Carlos Roberto da Rocha mostrou a eficácia do tratamento com agulhas na parte estética. ''É uma técnica que existe há 20 anos e traz resultados rápidos: a partir de dois dias a pessoa já sente diferença. Podemos atenuar rugas, dar aquela 'esticada' na pele e até os cabelos e unhas do paciente começam a melhorar, com o auxílio de bons produtos estéticos'', diz.

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