Rio- Sete alças de caixão e pelo menos mais 50 ossadas humanas, segundo a polícia, foram encontradas ontem no Aterro Sanitário de Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, considerado o maior lixão do País. Na segunda-feira, funcionários do aterro acharam pelo menos 100 restos humanos no local. A princípio, a polícia divulgou que eram pelo menos 50 ossadas. Todo material estava guardado em sacos plásticos, que em sua maioria tinham numeração ''Quadra 24''.
''Está claro que o objetivo da ação foi esvaziar uma quadra do cemitério por falta de espaço'', declarou a delegada Sandra Ornelas, da 59 Delegacia de Polícia (Duque de Caxias), responsável pelo caso. Ela afirmou ainda que o material apreendido ajudará a identificar o cemitério de onde os corpos foram retirados irregularmente.
O motorista da Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro (Comlurb) que despejou as ossadas no aterro, Jorge Ferreira Campos, prestou depoimento hoje na 59 DP e a delegada o isentou de culpa. ''Ele não sabia o que estava carregando.''
O diretor do Instituto Médico-Legal (IML), Roger Ancillotti, informou que foram encontradas ontem ''duas próteses femurais'' em dois cadáveres, o que pode facilitar a identificação. Na segunda-feira, também foram achados uma prótese de quadril e um marcapasso cardíaco - ambos numerados.
''A prótese tem o número de série do fabricante. Daí se chega ao representante do produto. Depois, para quem ele vendeu. Descobre-se então o nome do paciente, o que torna fácil saber onde ele foi enterrado'', explicou Ancilotti.

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