Depois de atingir, na semana passada, o recorde de pior epidemia já registrada no Estado, a dengue teve crescimento tímido no novo boletim, divulgado nesta terça-feira (26). Em uma semana, 380 novos casos da doença foram confirmados, o que fez o número total saltar de 55.260 para 55.640 casos. A variação é bem inferior aos 654 casos confirmados no boletim anterior. Do total de casos, 51.997 são autóctones (contraídos no Estado) e 3.643 são importados.
Nenhuma morte foi confirmada pelo novo boletim, o que mantém em 61 o número de vítimas fatais em decorrência da doença desde agosto do ano passado, no início do atual ciclo epidemiológico. O número de municípios em situação de epidemia subiu para 89, com a entrada de Pranchita (Sudoeste) e Tamboara (Noroeste) na lista de localidades com 300 ou mais casos de dengue por 100 mil habitantes. Na semana passada, Nova Esperança do Sudoeste (Sudoeste) e Céu Azul (Oeste) haviam entrado na lista de municípios epidêmicos da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).
Um novo caso de zika foi confirmado, elevando o total para 322. Já a chikungunya se manteve estável, com 71 casos confirmados. O Mapa de Risco Climático do boletim da dengue apresentou nove estações com risco baixo para desenvolvimento de focos e dispersão do mosquito, outras nove em risco médio e uma sem risco.
De acordo com Cleide Aparecida de Oliveira, superintendente de Vigilância em Saúde da Sesa, o Brasil concentra 60% das pessoas que ficaram doentes de dengue entre todas as Américas e lidera o ranking mundial dentre os países com maior quantidade de pessoas infectadas. Segundo ela, o Paraná segue esta tendência.(C.F.)

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