Mais 18 presos são transferidos dos distritos
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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Londrina Mais 18 presos foram transferidos ontem dos distritos policiais de Londrina para a Casa de Custódia (CCL) e para a unidade 2 da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL). Saíram cinco detentos do 5º DP, cinco do 4º e oito do Centro de Triagem (CIT) da 10ª Subdivisão Policial. Na sexta-feira, a Secretaria Estadual da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju) determinou a remoção de 64 presos das delegacias para o sistema penitenciário. Ao todo já foram transferidos 38 homens e o restante deve ser removido ao longo da semana.
As transferências visam amenizar a superlotação dos distritos policiais e diminuir o caos no sistema prisional da cidade. O objetivo é deixar o 4º e o 5º DPs com, no máximo, 72 presos cada, para que possam voltar a receber presos. As unidades, com capacidade para 24 detentos cada, estavam com 88 e 87 internos, respectivamente, no final da tarde de ontem. As carceragens foram interditadas no dia 14 pelo juiz da Vara de Execuções Penais, Katsujo Nakadomari.
A principal dificuldade com a interdição da duas carceragens é com os presos que são encaminhados ao CIT no fim de semana. Da noite de sexta-feira até a manhã de ontem, 13 pessoas foram presas e encaminhadas ao Centro de Triagem, que tem capacidade para apenas nove presos e não possui estrutura física para a permanência de internos por vários dias.
"Há uma dificuldade muito grande da nossa parte com a alimentação, higiene e segurança dos presos e também da delegacia. Ao final de cada fim de semana o local fica lotado. Esperamos que essa situação possa ser resolvida o mais rápido possível", frisou o delegado chefe da 10ª SDP, Márcio Amaro.
A Seju solicitou também que sejam realizados, com urgência, mutirões carcerários específicos para presos provisórios. Levantamento da Seju aponta, que do total de presos nos distritos, 82 estão detidos por crimes não violentos e que, caso sejam condenados, pegarão penas inferiores a quatro anos, que devem ser cumpridas em regime aberto.


