Mais 11 PMs são presos acusados de crimes em SP
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quinta-feira, 03 de abril de 1997
Agência Estado 
SÃO PAULO - Onze policiais militares que trabalham no 24º Batalhão, de Diadema, foram presos ontem, na capital e em municípios do ABC, acusados de participar das patrulhas de Nelson Soares Silva Júnior e Otávio Lourenço Gambra, o Rambo, para extorquir, assaltar e espancar moradores e traficantes da Favela Naval e do bairro de Piraporinha. Os militares foram denunciados por diversas pessoas à Corregedoria da PM e ao novo comandante do 24º Batalhão, tenente-coronel Rubens Casado, que assumiu ontem. Casado estava na chefia do 2º Batalhão de Trânsito, da capital, e foi orientado pelo comandante-geral da PM, coronel Claudionor Lisboa, a identificar e prender todos os PMs ligados aos acusados da morte do escriturário Mário Josino.
O primeiro a ser preso foi Wagner de Oliveira, o Mancha, apontado por diversas pessoas como mais violento do que Rambo - acusado do assassinato de Josino - e Silva Júnior. Os outros foram detidos em seu turno de trabalho, em empresas onde faziam bicos e em suas residências. Alguns deles estão na fita de vídeo que registra os crimes, que tem quase duas horas de duração. Mandei identificar e prender todos os que estão relacionados com os já presos, afirmou Lisboa.
O coronel-corregedor Ernesto Tarso Júnior convocou os 11 policiais já detidos para depor ontem na Corregedoria da Polícia Militar. Seis deles já haviam se apresentado à Corregedoria até o início da noite. A lista dos acusados é a seguinte: terceiro-sargento Marcelo Fernando da Silva, cabos Rogério Lima da Silva e Odair Leite Raimundo, soldados Wagner de Oliveira, o Mancha, José Apolinário da Silva, José Luís Fre, Eduardo Borela, Alexandre Boer, Israel dos Santos, o Zapata, Ronaldo Tomoyuki, Roberto Sarin de Oliveira e Everaldo Ferreira de Farias.


