Todas querem um companheiro? Aqui a resposta é unânime: sim. A maioria sonha com o ‘‘príncipe encantado’’, mas a palavra-chave no mundo das intelectuais é ‘‘sintonia fina’’. Diz Ana Claudia Braga: ‘‘No fundo, no fundo, independentemente de cargo ou profissão, a gente sonha com o príncipe chegando com o sapato de cristal. Não é porque tivemos uma educação diferenciada que não temos os mesmos desejos. Só mudam os critérios da relação, a linha de corte é mais alta’’, explica.
Ana Claudia vem de uma paixão de dez anos que acabou e de um namoro de dois anos que ‘‘tinha tudo para dar certo’’. ‘‘Nós nos dávamos muito bem. Mas ele vinha de um casamento fracassado e não queria repetir a experiência e eu estava determinada a casar. Sei que casamento é difícil, mas, como processo de vida, quero passar por isso’’, afirma a coordenadora de marketing.
Ela reclama que é difícil encontrar um homem com quem tenha ‘‘sintonia’’. ‘‘A gente fica muito exigente e acaba criando um círculo mais seleto, então fica cada vez mais difícil achar alguém. Baixar o nível é complicado.’’ A executiva Angela Dowson pretende se casar e ter filhos. ‘‘Eu preciso me decidir quando será. É uma das questões mais difíceis da minha vida. Terei de me afastar da carreira internacional. Eu acho muito interessante a idéia de morar em outros países, mas, por outro lado, quando tiver 60 anos, eu vou sentir falta de ter família, principalmente de filhos’’, diz Angela.
A psicóloga Rosely Sayão alerta para os perigos de se idealizar demais. ‘‘A mulher quer do homem o que ele muitas vezes não pode dar. Ela diz: ‘‘eu quero um homem sensível, romântico. Mas o homem pode ser realmente tudo isso? Ela quer quase uma outra mulher, mas uma outra mulher não transa com ela’’, diz. Apesar de não querer mais se casar e não sentir solidão, a advogada Teresa Ancona Lopez espera encontrar um bom companheiro.

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