Maioria sabe pouco sobre os produtos transgênicos
Em se tratando de problemas ambientais globais, o nível de informação parece ter melhorado. Cresceu, por exemplo, o percentual de entrevistados que afirmaram ter ouvido falar sobre efeito estufa. Em 1997, 46% da população tinha ouvido falar no fenômeno. Agora são 56% e, dentre eles, 76% foram capazes de dar a definição correta para efeito estufa. Já os organismos geneticamente modificados ou transgênicos são desconhecidos para 57% da população, mas dos 43% que já ouviram o termo 52% acreditam que oferecem risco à saúde e 59% acham que seu plantio deve ser proibido.
A consciência ambiental também evoluiu, com mais gente optando pela qualidade ambiental, mesmo que à custa de sacrifícios econômicos, sociais ou de conforto pessoal. A resposta mais significativa, neste campo, é a referente às fontes sujas de energia. Apesar de a pesquisa ter sido realizada em meio à crise do apagão, 38% dos brasileiros disseram preferir impor restrições à produção de energia, se esta ameaçar o meio ambiente. E cresceu de 51% para 52%, nos últimos 4 anos, o percentual dos que preferem menos poluição a mais empregos sem qualidade ambiental. Houve ainda um crescimento significativo de 23% em 1997 para 31% em 2001 do segmento da população que identifica a necessidade de grandes mudanças nos nossos hábitos de produção e consumo para conciliar desenvolvimento e proteção ambiental.
Entre 1997 e 2001, também cresceu de 42% para 46% o número de pessoas que não consideram a preocupação com o meio ambiente um exagero. E continuou aumentado o percentual dos que consideram a natureza sagrada. Eles eram 57% em 1992, passaram a 59% em 1997 e chegaram a 67%, em 2001.
Apesar disso, manteve-se a tendência de achar que os assuntos ambientais relacionam-se apenas a fauna e flora. Esta limitação da visão de natureza já havia se verificado em 1992, repetiu-se em 1997 e apareceu novamente nesta terceira edição da pesquisa, com poucas alterações nos percentuais. Com uma lista de 14 elementos na mão e convidados a indicar aqueles que estavam relacionados a meio ambiente, mais da metade dos entrevistados deixou de relacionar homens, mulheres, índios, favelas e cidades ao meio ambiente.





