por Gecy Belmonte
Brasília, 1 (AE)- Uma pesquisa especial realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com 1.129 grandes, médias e pequenas empresas de 19 Estados (que representam mais de 95% do PIB brasileiro) mostra que 67% das pequenas e médias e 78% das grandes possuem capacidade produtiva adequada para atender à demanda prevista para este ano e pretendem expandir seu nível de investimento.
Os setores de papel e papelão, madeira, mobiliário e material de transporte são os que sentam menos capacidade adequada para atender a produção. Com relação a máquinas e equipamentos todos os setores da indústria planejam aumentar seus investimentos, sendo que os de papel e papelão, matéria plástica, têxtil, mobiliário e química deverão aumentar seus investimentos de maneira mais significativa. Nenhuma das empresas desses três setores pretende reduzir o nível de investimento em relação a 1999.
A meta das maiorias das indústrias é aumentar a eficiência das e desenvolver novos produtos ou processo de produção. As empresas também apontaram como os principais entraves a investimentos planejados a escassez de recursos próprios e a incerteza quanto a evolução da demanda. A pesquisa especial da CNI é um suplemento da Sondagem Industrial realizada trimestralmente pela entidade.
Trimestre - A pesquisa mostra que a maioria das indústrias brasileiras teve crescimento de produção e de vendas no quarto trimestre de 1999, o que refletiu positivamente no número de empregos. O indicador de evolução da produção industrial no último trimestre do ano cresceu 6,6% na comparação com o terceiro trimestre do ano e 27,1% na comparação com o mesmo período de 98. O indicador chegou a 57,1 pontos (quando o valor está acima de 50 pontos significa crescimento).
A sondagem feita pela Unidade de Política Econômica da CNI apurou que as pequenas e médias indústrias, com indicador de 56,1 pontos, tiveram mais dificuldades de recuperação do que as grandes, que obtiveram 58 8 pontos. Pela primeira vez, desde o início da sondagem que começou no segundo trimestre de 98, a proporção das empresas que registraram aumento no número de empregados superou as que registraram queda. O indicador subiu de 49 pontos no terceiro trimestre para 50,5 no último trimestre.
Para os economistas da CNI, embora o índice tenha crescido ao longo do ano passado, o emprego só teve evolução positiva na média das empresas, no último trimestre. A pesquisa também mostra que a reforma tributária continua sendo prioridade para todas as indústrias, sendo assinalada por mais 70% dos executivos consultados.

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