Jerusalém, 05 (AE-ANSA) - O gabinete israelense aprovou neste domingo (05) por maioria esmagadora o pacto de Sharm El-Sheik - versão ampliada do acordo de Wye Plantation, firmado no ano passado, nos Estados Unidos. "Foram 21 votos a favor e dois contra", disse um porta-voz do governo.
Votaram contra os ministros do Interior, Natan Sharanski, e de Obras Públicas, Yitzhak Levy. Sharansky é líder da agremiação Israel Be-Aliya e Levy chefia o Partido Nacional Religioso, apoiado pelos assentamentos judaicos nos territórios ocupados.
Pelo novo acordo, Israel entrega à Autoridade Palestina mais 11% do território da Cisjordânia, liberta mais 350 prisioneiros palestinos e concorda com a data limite de setembro do ano 2000 para a conclusão de um acordo definivo de paz com os Palestines.
Os observadores políticos acham que a votação do novo acordo no Parlamento não terá, nem de longe, a mesma tranquilidade, encontrada no gabinete, embora o governo detenha folgada maioria no plenário. É apoiado por 73 deputados. A oposição conta com 47.
A coalizão de esquerda de Barak inclui desde partidos religiosos que se opõem ao acordo de paz até alguns comprometidos com a criação de um Estado palestino na região.
Segundo a imprensa israelense, a cerimônia de Sharm El-Sheik marcou o "fim dos tempos de festa". A aplicação dos termos do acordo será tão dolorosa como "arrancar um dente sem anestesia", comenta o Haaretz.
Com o título "O grande vencedor: Assad", o jornal Maariv destaca que Barak vai aproveitar as próximas semanas para relançar as negociações com a Síria.

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