Dos 150 médicos consultados na pesquisa, 85% disseram não ter restrição à indicação do medicamento genérico aos pacientes. Dos 15% que não costumam indicar esse tipo de droga, 23% nunca o fazem, 64% prescrevem de vez em quando e 14% muito raramente.
A médica infectologista pediátrica Jaqueline Dário Capobiango, de Londrina, é uma das profissionais que não têm restrição ao genérico. ''Acho importante dar a opção para o paciente de um medicamento mais barato'', afirmou.
O Conselho Regional de Medicina (CRM), de acordo com o delegado regional de Londrina, Marcos Campos, ''preserva e estimula a autonomia de cada médico'', por isso não tem uma política de incentivar a prescrição de genéricos. ''Prescrever medicamentos não é uma questão mecânica, depende de fatores como a facilidade de administração, efeitos adversos, adaptação do paciente e disponibilidade econômica do paciente. O genérico é um produto de confiança, mas a prescrição depende do médico'', disse Campos.
A diferença de preço entre o medicamento de referência e o genérico, segundo o farmacêutico Edilson Tenani Vidal, depende do produto, mas varia de 20% a 30% e em alguns casos chega a 80%. Funcionário de uma rede de farmácias em Londrina, ele ressaltou que o genérico é uma opção confiável, mas que o receituário médico não pode ser substituído pelo medicamento similar. (C.P.)

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