Maioria dos casos não tem causa definida
Curitiba- A maturação precoce é causada pela liberação precoce de hormônios sexuais pelo organismo. Em 90% dos casos no sexo feminino e 50% dos casos no sexo masculino isso ocorre em função de alterações do sistema nervoso. Nesses casos, além dos estímulos culturais, outros motivos apontados são a falta de atividade física, alimentação com consumo excessivo de carne vermelha e lacticínios, avanços na área da saúde e controle de doenças, melhoria da qualidade de vida e a obesidade.
Nos outros 10% dos casos femininos e 50% masculinos, as causas podem ser várias, e exigem tratamento médico. É o caso de tumor cerebral, existência de cistos nos ovários, uso de medicação esógina (com hormônio), tumor no testículo e, ainda, tumor na região supra-renal, mais comum na região Sul do País.
Diante dos sinais de puberdade feminina precoce, o primeiro passo é separar as pacientes com distúrbios benignos dos casos de maior risco. Os pais devem procurar um pediatra ou um endocrinopediatra. Por meio de exames de medição hormonal, raio-X para avaliação da idade óssea e ultra-sonografia para avaliação do tamanho dos ovários e útero o médico fará o diagnóstico.
Caso a precocidade seja estabelecida, normalmente o tratamento é feito com injeção de hormônios análogos , de modo a estabilizar a produção hormonal da criança. O objetivo do tratamento é evitar a baixa estatura futura. O tratamento é feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os pais devem procurar uma Unidade de Saúde ou Centro de Especialidade e marcar consulta. Outra opção é procurar os hospitais credenciados pelo SUS. O medicamento, cujo valor oscila entre R$ 400 a R$ 900, também é distribuído gratuitamente pelo SUS.(M.G.)





