Maioria das vítimas fatais da gripe A tinha fator de risco
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quarta-feira, 09 de setembro de 2009
Marcela Rocha Mendes<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A maioria das vítimas fatais da gripe A (H1N1) no Paraná tinha algum fator de risco. Segundo o último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), ontem, 217 pessoas já morreram no Estado por complicações da doença. São quatro novas mortes confirmadas desde segunda-feira, quando, das então 213 vítimas, 109 (51,2%) tinham alguma doença crônica ou eram gestantes.
Entre os fatores de risco mais comuns estavam doenças metabólicas crônicas, tabagismo, pneumatia crônica, gestação e imudepressão. Os óbitos foram registrados entre os dias 14 de julho e 4 de setembro em todas as regionais de saúde do Estado.
As pessoas que morreram da nova gripe tiveram evolução da doença entre 0 e 49 dias, ou seja, 2,8% foram a óbito no dia da notificação da doença e 0,5% ficaram quase 50 em tratamento até a morte. Cinquenta e seis por cento eram mulheres e 44% homens. A faixa etária mais atingida ainda é entre 20 e 49 anos, com 132 mortes, 62,9% do total.
Entre os pacientes que tiveram a confirmação laboratorial da gripe A (H1N1), os sintomas mais comuns são febre e tosse (acima de 90%), seguidos de mialgia, calafrio, coriza, dor de garganta e dispneia. Outros sintomas relatados são astralgia, diarreia e conjuntivite. Ao todo, 6.889 pessoas já tiveram a confirmação da doença. Outros 2.524 casos foram negativos.
O número de gestantes com a nova gripe passou a 357, sendo a grande maioria no segundo ou terceiro trimestre. Ao menos 16 grávidas morreram no Paraná em decorrência da doença.
Em Curitiba, cidade mais afetada pela nova gripe, 888 pessoas tiveram a confirmação da doença e 46 pacientes foram a óbito. A prefeitura contabilizou 6 mil monitoramentos de pacientes desde a criação do call center que liga para a pessoa no dia seguinte à consulta médica na unidade básica de saúde. A grande maioria, 93%, relatou melhora neste período. Apenas em 1% dos casos houve piora e 6% permaneceram estáveis.
Dos pacientes monitorados pelo serviço, 66% precisaram tomar o medicamento Tamiflu. Durante o pico da epidemia, o serviço chegou a telefonar para 693 pacientes, no começo de agosto. Esse número caiu para cerca de 140, anteontem.
Somente na Capital, já foram confirmados por exame laboratorial 264 casos em gestantes. O número total de confirmações da gripe A corresponde a 84,4% de todos os casos de influenza, sendo 164 casos confirmados de gripe comum ou influenza sazonal. Mais de 700 pessoas precisaram ser hospitalizadas. Destas, 49 eram gestantes. Duas foram a óbito.


