Vânia Moreira
A maioria dos 32 municípios da região de Umuarama já trocou os ‘‘lixões’’ a céu aberto por aterros controlados, terrenos onde o lixo é depositado em valas e enterrado. Segundo técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), atualmente existem poucos problemas relacionados à destinação do lixo. Algumas prefeituras ainda administram mal os aterros, demoram para enterrar o lixo, mas aos poucos estão corrigindo as falhas.
As duas maiores cidades da região, Umuarama (85 mil habitantes) e Cianorte (50 mil), adotaram aterros sanitários. Em Cianorte, o aterro ainda vai ser construído pela Superintendência de Desenvolvimento dos Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa). A prefeitura adquiriu o terreno e, enquanto não sai o aterro sanitário, usa o local como aterro controlado. As 30 toneladas de lixo coletadas diariamente na cidade ainda não recebem o tratamento adequado, mas também não ficam a céu aberto. ‘‘É tudo enterrado’’, garante o secretário municipal de Desenvolvimento, Emanuel Maia de Souza.
São Jorge do Patrocínio (96 km a oeste de Umuarama) foi um das primeiras cidades a abolir o ‘‘lixão’’. Implantou um aterro controlado há sete anos e mantém sistema de coleta e destinação de lixo considerado modelo na região. A prefeitura separa e comercializa o material reciclável.
Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Ricardo Witzel, a próxima etapa será envolver a comunidade numa ampla campanha para acondicionar o lixo orgânico e reciclável em embalagens separadas. ‘‘Primeiro faremos uma campanha de esclarecimento para depois apresentar um projeto de embalagem e coleta diferenciada’’, informa Witzel.
Com 2,7 mil moradores, a cidade produz cerca de 2,5 toneladas de lixo doméstico por dia. Segundo Witzel, 76% do material é lixo orgânico. O restante é papel, metal, plástico e outros materiais recicláveis. Entretanto, são comercializados apenas papelão e metais. O material plástico vem muito sujo e a quantidade de vidro é muito pequena. Por isso, esse material acaba sendo enterrado também .O dinheiro das vendas, segundo Witzel, é repartido entre os cinco funcionários do setor.

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