Maiores áreas estão localizadas na Amazônia
As áreas de maior extensão que tiveram ontem os cadastros cancelados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, por suspeitas de grilagem, estão localizadas na Amazônia. Entre elas há uma com 2 milhões de hectares, em Altamira (PA). Segundo o levamentamento do governo, as terras pertencem a Glaucia Alencar Meireles Rocha. A reportagem da Agência Estado tentou localizá-la, mas não conseguiu. O nome de Glaucia sequer consta da lista telefônica do Pará.
A empresa Aplub Florestal Amazônia S/A, com sede em Porto Alegre (RS), foi outra que teve o cadastro de uma área de 912.895 hectares cancelado, no município de Carauari (AM). O diretor da empresa, Fernando Lisboa, disse estar surpreso com a decisão do governo porque, segundo ele, toda a documentação comprovando a posse das terras foi enviada há cerca de 60 dias ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Ele disse que a empresa vai contestar o cancelamento do cadastro na Justiça.
Segundo Lisboa, não há nada de errado em relação à titularidade das terras da Aplub Florestal Amazônia. Ele explicou que a empresa iria iniciar nos próximos dias a exploração de madeira na região de Carauri.
Para isso, segundo Lisboa, a Aplub aguardava apenas a liberação do plano de manejo florestal de uma área de 30 mil hectares pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para iniciar suas atividades.
Outras grandes áreas com cadastros cassados estão localizadas em Sena Madureira (AM), Vitorino Freire e Lagoa da Pedra (MA), São Félix do Xingu (PA), Santa Luzia (MA), Pauini (AM), Canutama (AM), Bauni (AM), Laranjal do Jari (AP), Baianópolis (BA) e Agudos (SP). (A.E.)





