Maior parte de acidentados são homens: 71,5%
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quarta-feira, 19 de novembro de 1997
Agência Folha 
A maior parte dos acidentados nas quatro capitais, segundo a pesquisa, eram homens (71,5%). Os homens bebem três vezes mais que as mulheres. Se for desenvolvida a capacidade de os homens entregarem a chave de seus automóveis para as mulheres dirigirem após uma festa, por exemplo, já diminui a possibilidade de acidente, disse o psiquiatra Evaldo Oliveira.
A idade média do acidentado é de 27 anos: 82,6% das vítimas do trânsito têm menos de 40 anos. Eram analfabetos 8% dos 1.114 pesquisados. Tinham apenas até a 4ª série do 1º grau 52,2%. A maior parte (70,5%) dos acidentes acontece das 12h até a meia-noite. O final de semana concentrou 43,3% das ocorrências de 26 de agosto a 3 de setembro nas quatro capitais. A quinta-feira foi o dia útil da semana com maior proporção de acidentes (15,1%).
O tipo mais comum é a colisão (batida entre dois veículos), com 33,2%,
seguido de atropelamento (26,7%) e queda de algum veículo, como ônibus ou bicicleta (19,3%). Nas colisões, a maior parte dos acidentados estava em automóveis (35,6%) e em bicicletas (24,2%). A maioria das vítimas estava sentada no banco do motorista (55,7%), 33% dos 1.114 pesquisados não usavam cinto de segurança e 22% não tinham carteira de habilitação.
O veículo que mais causou atropelamentos foi o automóvel (59,5% dessas
ocorrências). Os ônibus, no entanto, proporcionalmente ao número da frota nas quatro capitais, são os que mais causam acidentes e de maior gravidade. Eles correspondem a 1% da frota, mas foram responsáveis por 8,7% dos atropelamentos.
O atropelamento foi o tipo de acidente com maior número de mortos: um
óbito para cada oito acidentes, enquanto na colisão a proporção é de uma morte para cada 27 acidentes. A maioria das vítimas por atropelamento
(56,2%) apresentava alto teor alcoólico no sangue.


