Estabilidade financeira, remuneração atraente ou mesmo a oportunidade de concretizar um sonho profissional. São vários os motivos que levaram cerca de 112,9 mil pessoas a participarem ontem, em 16 cidades do Paraná, do maior concurso para contratação de policiais e bombeiros militares da história do Estado, segundo levantamento do comando-geral da Polícia Militar. Ao todo, são 5.264 vagas (4.445 para policiais e 819 para bombeiros), sendo disputadas por 106.543 candidatos à vaga de policial e 17,4 mil candidatos à carreira de bombeiro.

De acordo com a assessoria de imprensa da Fundação de Apoio à Faculdade Estadual de Educação, Ciência e Letras de Paranavaí (Fafipa), organizadora do concurso, o índice de abstenção foi de 8,86%, o que corresponde a 10,9 mil dos total de candidatos inscritos na seleção (123.943). Em Londrina, o índice de faltosos foi um pouco menor. Dos 15.793 inscritos, 7,81% (1,2 mil) deixaram de realizar as provas. A cidade que teve maior número percentual de ausentes foi Curitiba, com 11,64%, seguida por Maringá, com 9,88% e Francisco Beltrão, com 9,01%.

Como as amigas Patrícia Cristina Araújo, de 26 anos, e Jacielli Vicentin, 21, ambas de Apucarana (centro-norte), que para realizar o antigo sonho de trabalhar na área de segurança pública, decidiram apostar na seleção e quem sabe mudar totalmente sua área de atuação profissional. Patrícia trabalha como atendente de uma pizzaria na cidade, já Jacielli é técnica farmacêutica. "Desde muito nova, eu já queria trabalhar como policial militar, mas ainda não tinha tido a oportunidade", revela a atendente.

No caso da estudante de enfermagem, Elmiria Feliciano, 21, moradora de Ibiporã, Região Metropolitana de Londrina, foi o incentivo do namorado, que já é bombeiro, e da mãe que fizeram com que ela decidisse se preparar para a seleção de bombeiros militares. "Sempre achei uma profissão linda, mas ainda não tinha certeza se era o que eu queria. Com o empurrãozinho do meu namorado e da minha mãe, eu resolvi arriscar", revela a jovem, acrescentando que a prova estava razoavelmente difícil. "Principalmente, as questões de matemática estavam bem difíceis. No restante acho que fui bem. Espero que dê para passar."

Já para o analista de logística, Henrique Cortez, 24, de Londrina, foi a possibilidade da estabilidade financeira que a carreira de policial militar pode lhe proporcionar somado ao desejo de atuar em uma profissão na qual pudesse beneficiar diretamente a sociedade, que o impulsionaram para que participasse da seleção. "Infelizmente não tive tempo de estudar o quanto gostaria. Acho que fui bem, agora é só esperar o resultado", completou.

Após algumas tentativas, Daniel Silva Souza, 27, morador de Faxinal (Vale do Ivaí), contou que essa é a última vez que ele realiza o concurso, devido à idade, mas que está otimista em relação à aprovação. "Não sei se é porque eu me preparei bastante para essa prova, mas achei ela bem mais fácil do que as dos anos anteriores. Acho que, pelo menos, nessa primeira fase eu consigo passar sim", comemorou.

Os candidatos tiveram cinco horas para responderem 40 questões objetivas sobre sete áreas, português, matemática, história, geografia, informática, Estatuto da Criança e do Adolescente e atualidades, além de uma redação.

A organização das provas envolveu 7.203 profissionais, sendo 5.648 fiscais de sala. Elas foram realizadas em 105 instituições de ensino de Campo Mourão; Cascavel; Curitiba; Foz do Iguaçu; Francisco Beltrão; Guarapuava; Ivaiporã; Jacarezinho; Londrina; Maringá; Paranaguá; Paranavaí; Ponta Grossa; Telêmaco Borba; Umuarama e União da Vitória.

Segundo a assessoria de imprensa da Fundação de Apoio à Fafipa, ainda não há uma definição sobre a data de publicação do resultado da prova, nem quando os aprovados começarão a trabalhar. O gabarito das provas poderão ser conferidos a partir de hoje pelo site www.fafipa.org/concurso.

mockup