Maior chacina do ano deixa sete mortos em São Paulo
São Paulo, 12 (AE) - A 28.ª chacina deste ano, na Grande São Paulo, ocorrida, por volta de 1 hora de hoje, num bar da Rua Felismina Rosa de Jesus próximo da Rua Samuel Scott, no Jardim Marilda, na zona sul de São Paulo, área do 25.º Distrito Policial, em Parelheiros, com sete mortos, é a maior do ano. Até ontem, a principal em número de vítimas tinha acontecido em Diadema, na região do ABC, com seis mortos, no dia 20 de abril. Com esse crime, chega a 96 o número total de pessoas assassinadas em chacinas em 1999.
No caso da madrugada de hoje, quatro mulheres e três homens foram executados no bar com tiros na cabeça. Três homens chegaram ao local, procurando por Antonio José Lima, de 35 anos. Ele jogava dominó com outros dois homens. Os assassinos fizeram vários disparos, matando os três. Também foram mortas quatro mulheres, que tentavam esconder-se debaixo da mesa de bilhar. Morreram Maria de Lourdes de Jesus, de 43 anos, dona do bar; Renilda Mota dos Santos, 37; Evani Moura da Silva, 42, e Maria Solange da Silva, 34. Dois dos homens mortos ainda não foram identificados.
Duas testemunhas fizeram a descrição dos três assassinos aos policiais do Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP). Contaram que o crime foi um acerto de contas entre traficantes e um policial militar estaria envolvido nos crimes. Os policiais informaram que as quatro mulheres foram mortas porque foram testemunhas do crime. O delegado de plantão do 25.º DP Iraí Santos de Paula só acionou a equipe do DHPP, por volta de 6 horas. Por isso, tornou-se mais difícil encontrar outras pessoas que estariam no bar no momento da execução das vítimas.
Entre as chacinas de maior expressão deste ano há o caso ocorrido em 15 de janeiro, em que quatro mulheres e uma criança foram assassinadas em uma residência de Guarulhos.





