São Paulo, 30 (AE) - O ex-ministro da Fazenda Mailson da Nóbrega disse hoje que a derrota do governo na questão dos inativos é "uma notícia gravíssima, mas que dificilmmente produzirá efeito importante este ano".
Ele avaliou as perdas do governo em torno de R$ 2 bilhões, podendo chegar a R$ 4 bilhões, se também for derrubada a proposta de aumento da alíquota previdenciária para os funcionários da ativa.
Segundo Nóbrega, as margens de reação para compensar essas perdas são reduzidíssimas e o governo não pode compensar essa perda "porque já chegou no osso". O grande desafio, acrescentou, é promover um aumento de receita que consiga sustentar a confiança dos investidores estrangeiros e do FMI.
Para Nóbrega, uma das poucas saídas disponíveis é não reduzir a alíquota da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), como estava previsto, mas até aumentá-la."A CPMF é uma desgraça com tributo, mas, a curto prazo, é a unica medida que o governo pode lançar mão." Outra alternativa seria cobrar a previdência dos militares. Ele ponderou que, dificilmente, o governo assumiria o risco de defender uma redução das meta de superávit primário porque a perspectiva do déficit trará indesejáveis impactos inflacionários.

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