Maia aceita candidatura de Conde se houver apoio popular
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segunda-feira, 08 de fevereiro de 1999
Por Eliane Azevedo 
Rio, 08 (AE) - Num tom mais conciliador, o ex-prefeito César Maia disse hoje, ao chegar para a reunião da executiva regional do PFL, que, se o prefeito do Rio, Luiz Paulo Conde, estiver bem nas pesquisas em abril do ano que vem deverá disputar a reeleição. "Se a avaliação da opinião pública for boa, ele é o candidato natural", afirmou. Caso contrário, Maia não se apresenta como candidato. "Podemos estudar o lançamento de um tertius (terceiro)", apontou.
A disputa entre Conde e Maia pela indicação para as eleições municipais do ano 2000, no entanto, promete subir novamente de tom em março, quando acontece a convenção do partido, na qual será definida a nova direção. "Nossa orientação é a de que as convenções tenham chapa única", disse o presidente regional do PFL, deputado Arolde de Oliveira. Mas, segundo ele, a executiva regional definiu que tanto César Maia como Conde teriam espaço para fazer seus delegados à convenção. Na prática, portanto, o PFL do Rio liberou o prefeito para brigar com Maia pela hegemonia na direção municipal, o que é meio caminho para a candidatura à prefeitura.
O ex-prefeito reafirmou hoje que suas críticas a Conde não estão no plano político. "O prefeito disse que só quer discutir a eleição no ano que vem, com o que concordo totalmente", garantiu. "O que tenho dito é que a administração financeira, a gestão da prefeitura, não está bem e é perigoso perder tempo, espaço e qualidade de gestão nos últimos dois anos de mandato". Como exemplo, Maia cita o fato de que, no primeiro ano, a prefeitura do Rio teve R$ 500 milhões de investimentos próprios; no segundo ano, essa quantia caiu pela metade e, este ano, a previsão seria de nova queda de 50%.
"Estou preocupado com isso, mas não existe uma tensão política entre nós por causa das eleições do ano 2000", afirmou Maia, que não sabe ainda a quantas anda a sua própria avaliação pela população, depois do desgaste sofrido com a derrota para o governo do Estado. Adepto incondicional das pesquisas de opinião
ele disse estar sem recursos, por enquanto, para encomendar uma e verificar o tamanho desse desgaste. Conde, segundo sua assessoria de imprensa, não quis dar declarações sobre a disputa interna no PFL.


