Mahuad diz que FMI ratificará acordo com Equador
Quito, 30 (AE-DOW JONES) - O presidente do Equador, Jamil Mahuad, anunciou ontem à noite que o Fundo Monetário Internacional (FMI) ratificará a carta de intenções firmada com o país em 30 de setembro do ano passado, pela qual o governo de Quito poderá contar com uma linha de empréstimos do órgão.
"O acordo com o FMI foi o feito", ressaltou Mahuad, em pronunciamento transmitido em rede nacional de rádio e televisão.
A negociação com o FMI durou nove meses. "No momento, faltam ainda tramitações e aprovações, mas o acordo está confirmado", enfatizou.
Mahuad disse que a negociação com o FMI "foi uma tarefa dura" e que a ratificação da carta de intenção significará uma "boa injeção de capital" para o país, que enfrentou uma das piores crises de sua história em 1999.
Segundo o presidente, a ratificação do acordo dará sinal verde a empréstimos de US$ 400 milhões para reforçar a reserva monetária, de US$ 500 milhões para a reativação do setor produtivo e de US$ 350 milhões para a área social. Os recursos virão do FMI, do Banco Mundial, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Coorporação Andina de Fomento (CAF), braço econômico da Comunidade das Nações Andinas, integrada por Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela.
O presidente do Banco Central equatoriano, Pablo Better, explicou que quando o acordo com o FMI foi formalizado, o país comprometeu-se a desacelerar a inflação a 25% no ano de 2000, ante uma variação de 60% em 99, e a reformular a lei tributária.
Em 28 de setembro do ano passado, o Equador tornou-se o primeiro país da América Latina a descumprir o pagamento dos juros dos bônus Brady, resultantes da renegociação das dívidas das nações latino-americanas na década de 80. O país pagou apenas US$ 52 milhões de US$ 98 milhões em juros que estavam vencendo naquele dia.





