Brasília, 11 (AE) - O senador Maguito Villela (PMDB-GO), ex-governador de Goiás, rebateu hoje em discurso no Senado a acusação de ter participado do processo de negociação do pagamento dos direitos trabalhistas dos ex-servidores da Caixa Econômica do Estado (Caixego). Conhecido como caso Caixego, o episódio resultou no desvio de R$ 5 milhões em indenizações de ex-servidores do órgão. Segundo denúncia do Ministério Público, o dinheiro teria sido usado na campanha do senador Íris Rezende (PMDB-GO) ao governo no ano passado.
Boa parte de seu discurso foi ocupado com acusações ao governador Marconi Perillo (PSDB). Maguito acusou-o de corrupção em vários episódios, inclusive compra de votos. Os senadores do PSDB deixaram o plenário logo que Maguito começou a falar. O parlamentar discursou para 12 colegas, a maioria do PMDB.
De acordo com o senador, Perillo e o Judiciário do Estado incluíram seu nome na denúncia por perseguição política. "Exijo transparência e isenção nas investigações", afirmou. Maguito é acusado de ter sido procurado pelo irmão e suplente de Íris Rezende, Otoniel Machado, para tentar convencer o advogado Valdemar Zaidem Sobrinho a assumir a culpa pelo desvio dos R$ 5 milhões.
"Se ele (Otoniel) pensou em me procurar, não o fez", afirmou Maguito. "Em nenhum momento ele me procurou, por telefone ou pessoalmente, para falar desse assunto." Para o senador, o Ministério Público "fez julgamentos e ações arbitrárias" ao deter Otoniel sem lhe dar direito de defesa. "Trata-se de uma ação raivosa e hipócrita de um governo movido pelo ódio, que tenta manchar a imagem política do PMDB", alegou. Ele se dispôs a abrir suas contas bancárias e as de sua família e até mesmo a licenciar-se do Senado, se isso facilitar as investigações.

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