Marcos Zanatta
De Maringá
Depois de trabalhar com os Trapalhões e a Xuxa, participando de gravações de programas especiais, o mágico Skarlone está trocando os grandes centros por Maringá. Ele ganhou projeção depois de se profissionalizar, há 11 anos, e participar de gravações com grandes nomes da televisão. ‘‘Fui contratado por um shopping de Maringá para 15 dias de apresentações e gostei da cidade’’, revela. Por enquanto, Skarlone ainda está no eixo Maringá, Campinas e São Paulo. ‘‘Mas quero me instalar na região definitivamente’’, diz.
A primeira profissão de Skarlone foi a de palhaço, chegando a participar de especiais da Rede Globo como o Criança Esperança de 1986. ‘‘Fazia mágica por hobby’’, conta. Depois de conseguir entrar na roda dos grandes artistas, decidiu aprender mais e entrou para a Escola Nacional de Circos, no Rio de Janeiro.
‘‘A mágica atrai todo mundo e é uma arma de marketing poderosa’’, observa. Skarlone diz que depois de entrar na profissão, passou a frequentar congressos e feiras voltadas aos mágicos, onde aprendeu a maior parte dos números que apresenta.
A maior parte dos truques, conta, são criados no Laboratório de Efeitos Mágicos, que funciona em Belo Horizonte. A partir da divulgação, cada mágico faz suas adaptações. ‘‘Procura fazer os números de forma mais diferente possível, dando mais mistério à mágica’’, explica.
Ele revela que apesar de ter poucos equipamentos, até por uma questão de facilitar a locomoção, não se limita aos números de palco. ‘‘Faço sumir grandes animais e até veículos se for preciso’’, afirma. Skarlone lembra que depois do sorteio de um shopping de São Paulo, fez o carro sorteado desaparecer. ‘‘O pessoal gosta muito, até o dono do carro’’, garante.
Ao contrário da grande maioria dos mágicos e ilusionistas, Skarlone acha que Mister M, que foi moda no Brasil até pouco tempo, acabou divulgando a arte. ‘‘De forma confusa’’, esclarece. Ele garante que apesar de Mister M usar mágicas atuais, fez a revelação de truques antigos. ‘‘Tudo evolui e os truques também’’, ressalta.
Para se apresentar em público, explica, é preciso também ter criatividade. Muitas pessoas, lembra Skarlone, sabem fazer um truque ou outro, mas não atrair a atenção do público. Ele diz ainda que o mágico ‘‘precisa’’ também saber vender. ‘‘Eu mesmo tenho que vender o show’’, conta. O preço varia de R$ 500,00 a R$ 3 mil a hora, dependendo das mágicas que serão apresentadas.

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