Máfia albanesa-italiana domina prostituição na Europa Do correspondente Gilles Lapouge
Máfia albanesa-italiana domina prostituição na Europa Do correspondente Gilles Lapouge14/Mar, 17:41 Paris, 14 (AE) - Um homem ordena uma jovem a se prostituir. A jovem se recusa. O homem mostra-lhe o braço cortado de uma de suas amigas. Outra cena: uma jovem rebelde vê surgir diante dela um grande veículo que a atropela e mata. Outras vezes a garota é simplesmente "vendida" por um traficante a outro e, depois de algumas semanas de exercício, ela é revendida a uma terceira rede e assim por diante. Em caso de má vontade, iniciam-se as torturas: choques elétricos, amputação de um dedo, de um dedo do pé. Da mesma maneira, tatuagens, que se parecem mais com as marcas que os pastores imprimem nas orelhas de suas ovelhas do que com aquelas que os jovens modernos fazem nos braços ou nas costas. Essas poucas cenas e, infelizmente, há muitas outras, acontecem diariamente em toda a Europa Ocidental. Certamente, sabe-se há muito tempo que os cafetões são bestas selvagens, sórdidas, mas todas as polícias européias acreditam que, há alguns meses, chegou-se a um novo estágio nessa barbárie desde que uma nova rede introduziu-se no mercado da prostituição européia. Essa nova rede tem sua origem na Albânia e em Kosovo, dispõe de plataformas, de "campos de treinamento" ou de "mercados de redistribuição" na Itália, na Puglia e, finalmente, coloca na prostituição nas ruas da Alemanha, da Bélgica, e da França centenas de garotas dos países do Leste (sobretudo albanesas, mas também moldávias, russas e ucranianas etc.). De um extremo a outro dessa cadeia, são duas máfias, uma albanesa e outra italiana, que geram essa nova "fonte de lucro". Pode-se comprar uma jovem bonita por US$ 1.500 (9 mil francos, mas em alguns casos, para garotas "de primeira linha" essa quantia pode chegar a 20 mil francos), com garantia de três meses (ou seja, com a certeza de que ela não vai ter condições de escapar durante esses três meses). Ora, a mesma garota, quando trabalha, pode ganhar, segundo a polícia, entre 5 e 7 mil francos por noite. Os cafetões albaneses impressionam os policiais franceses, habituados ao pior, com o seu "profissionalismo", sua desumanidade, sua brutalidade. Eles vigiam as infelizes, eles conhecem de perto o que elas ganham em francos. Se elas se rebelam, eles ameaçam vingança contra as famílias delas. Resultado: não só essas garotas não se revoltam, como também outras pedem proteção a esses brutos. Esse enorme tráfico vai além das fronteiras. Uma das precauções da máfia "albanesa-italiana" consiste em não deixar suas vítimas durante muito tempo em uma mesma cidade. Assim, as infelizes devem circular de Paris a Bruxelas, a Frankfurt, a Milão etc. Há uma espécie de "mercado atacadista" situado na Itália, em Milão. Lá, os cafetões de toda a Europa podem "encaminhar os pedidos". Esses mercados são gigantescos. Em Paris, calcula-se centenas, talvez milhares de garotas do Leste condenadas "à prostituição". Trinta por cento das prostitutas francesas são estrangeiras, sendo o grande batalhão proveniente do Kosovo. Mas, para a Europa como um todo, as cifras são ainda mais impressionantes. De acordo com a Organização Internacional de Migração, calcula-se que há 300 mil prostitutas em exercício originárias dos países do Leste. Um policial francês, especialista nessas zonas conturbadas, declara seu terror diante dos métodos albaneses-italianos: "Quando as garotas chegam, sabem o que as espera. Com os albaneses, é horrível. É como na Idade Média.





