Guarapuava - As irmãs Marilene, de 29 anos, e Daniele Gonçalves, 19, tiveram que ser escoltadas por policiais na madrugada de ontem no velório dos cinco filhos mortos em um incêndio na casa de madeira onde moravam no Santa Cruz, em Guarapuava (Centro).
De acordo com informações da polícia, elas permaneceram por 50 minutos na cerimônia religiosa, realizada na casa de uma irmã. Logo após o incêndio, as mães sofreram risco de linchamento e a polícia preferiu reforçar a segurança da dupla no velório para evitar agressões. Elas não acompanharam o sepultamento coletivo, realizado na manhã de ontem no Cemitério Santo Antonio.
Depois da passagem pelo velório, ambas foram novamente encaminhadas a uma cela isolada do Setor de Casrceragem Temporária (Secat) da 14 Subdivisão Policial. Elas são acusadas de abandono de incapaz. Segundo a polícia, as mulheres deixavam as crianças trancadas na casa sob responsabilidade de um irmão mais velho, de 16 anos, que estava na casa de um amigo quando a tragédia aconteceu. A Polícia Científica ainda não divulgou o laudo que vai apontar as causas da tragédia. A maior suspeita é que um vela tenha dado início ao incêndio. A casa de três cômodos não dispunha de eletricidade.

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