Santos, SP, 08 (AE) - As mães santistas iniciaram, hoje à tarde, um movimento contra a violência na região coletando assinaturas que serão entregues amanhã (09), às 9 horas, ao prefeito Beto Mansur (PPB). O abaixo-assinado será entregue durante encontro marcado pelo prefeito com todas as autoridades do município envolvidas na área de segurança. A intenção é discutir soluções para reduzir a violência na cidade e Baixada Santista. O slogan do movimento "Mães Contra a Violência" é "Nossos filhos saem. Será que voltam?".
Hoje à tarde, 16 mulheres, líderes de movimentos femininos, vestidas de branco, começaram a colher assinaturas da comunidade. Chocada com a morte dos três rapazes - Thiago Passos Ferreira (17), Anderson Pereira dos Santos (14) e Paulo Roberto da Silva (21) - que desapareceram após um baile de carnaval, na Quarta-Feira de Cinzas em São Vicente e foram localizados mortos em Praia Grande, a população aderiu ao movimento. Jovens, pessoas de idade, crianças, homens e mulheres todos queriam deixar o nome na lista. Estatuto - O movimento de "Mães contra a Violência" começou segunda- feira da semana passada e segundo a coordenadora, Marília Rossi, aproveitou o Dia Internacional da Mulher para colher as assinaturas da população. "As primeiras listas serão entregues ao prefeito Beto Mansur, mas, vamos colher assinaturas até o fim do mês, nas portas de supermercados, cinemas, clubes, igrejas para serem encaminhadas ao governador Mário Covas e ao presidente Fernando Henrique", antecipou. O movimento deverá terminar com uma grande passeata pela cidade.
As mães pretendem desenvolver uma cruzada pela paz, contra a violência e a favor da vida. Com as assinaturas colhidas vão pedir a revisão do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que afirmam ser o estatuto da impunidade. "Com 17 anos, a pessoa já é um homem e pratica crimes porque sabe que não vai para prisão", comentam. Reivindicam, ainda, cursos para melhor qualificar o policial, oferecendo, inclusive, melhores salários.
O prefeito também está alarmado com a escalada da violência. "Muitas coisas estão acontecendo em Santos e em toda a região e é preciso que todos os setores que têm algum tipo de participação na Segurança Pública apontem um caminho jurídico, dentro da lei, para dar um basta neste quadro".

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