Mães de tenistas mostram vibração e coração forte em Roland Garros
ela está frequentemente às voltas com entrevistas. Com bom-humor, Gustavo Kuerten contou até um episódio muito interessante e engraçado, que mostra a felicidade e o sucesso da vovó. "Depois do jogo, certa hora fui chamá-la para saírmos e ela repondeu: agora não posso meu neto, tenho de dar uma entrevista para a TV alemã", contou Guga. "Ela costuma até me fazer um pedido: Guga ganha rápido que é para eu não sofrer muito." As famílias dos jogadores costumam ficar em uma tribuna especial
próximo aos técnicos. As maiores redes de tevês já se preparam para mostrar a vibração dos pais, namoradas e treinadores durante a transmissão. Na final de Roland Garros de 1997 até aconteceu um episódio interessante em que dona Alice, mãe de Guga, deixou claro que o mais importante é torcer pelo filho, do que estar fazendo sucesso.
Num intervalo do jogo Kuerten e Sergui Bruguera, um repórter de uma importante rede de tevê norte-americana aproximou-se e pediu entrevista. Dona Alice e dona Olga não colocaram obstáculos. Mas
por força talvez de comerciais, o repórter demorou para entrar no ar e quando foi fazer sua pergunta o jogo já havia recomeçado. Educamente, dona Alice avisou: "durante a disputa de ponto não dá pra falar."Por Chiquinho Leite Moreira Paris, 31 (AE) - Mãe de tenista sofre; também vibra e fica feliz. Em Roland Garros, a família dos jogadores Fernando Meligeni e Gustavo Kuerten faz parte de um show especial, o da torcida. A sensação da rodada foi dona Concepción, mãe de Meligeni, o "Fininho", que sofreu como poucas, mas festejou como ninguém mais a vitória do filho querido. Dona Concepción, argentina de nascimento, e uma garra muito grande, alías, herdada pelo filho, vibrou tanto na arquibancada que se transformou num show a parte da tevê francesa. Para quem a conhece, sabe que é normal este seu comportamento. Sempre torce muito, a ponto de Meligeni admitir: "Ela não pode ir a todos os torneios senão morre do coração", respondeu o tenista, com bom humor e ironia, quando perguntaram se a família o acompanha em muitas competições. Se a preocupação do filho tem fundamento, ninguém sabe, nem mesmo dona Concepción. "Nem vou ao médico", disse. "Eu grito, estravazo, pulo, torço bastante e acho que isso é bom." O pai, seu Oswaldo, é, aparentemente, mais tranquilo. Ele conta inclusive que acordou hoje com a certeza de que o filho iria ganhar de Felix Mantilla. "O Fernando já tinha perdido muitas vezes para este espanhol", disse. "O Mantilla estava caindo de maduro, pois meu filho aprendeu como vencê-lo" A torcida de dona Alice, mãe de Gustavo Kuerten, é mais tranquila. Sua colega, dona Concepción até mostra-se inconformada com a serenidade da amiga. "Não sei como ela aguenta", diz. "As vezes até deixa a quadra e vai acompanhar o jogo pela televisão", prosseguiu. "Eu não consigo, tenho de estar gritando, pulando o tempo todo". As famílias dos jogadores brasileiros têm feito muito sucesso este ano em Roland Garros, pela descontração e simpatia. Dona Olga, a avó de Guga, já é uma estrela. Fluente em alemão, e famosa por ter sido apontada por Kuerten como sua "treinadora"





