São Paulo - Quando seu filho começou a chorar na noite de ontem, Queila Fagundes, 22, teve que pedir ajuda a Elaine Oliveira, 28. Apesar de a criança já ter um ano e um mês, era sua primeira noite com ela. As duas mães destrocaram seus filhos ontem, na Justiça de Goiânia. Exame de DNA comprovou que uma era mãe do filho que estava com a outra, desde confusão no dia 25 de março de 2009, no Hospital Santa Lúcia, em Goiânia.
O primeiro choro só cessou após Queila ligar para Elaine, a mulher que criara o menino até segunda-feira. Ela foi até lá e amamentou o bebê. A primeira noite da dona-de-casa Elaine com o filho biológico foi tranquila. O bebê criado por Queila não chorou. O problema para ela foi achar que o menino está sofrendo. ''Estou me segurando para não desabar em choro.''
A troca dos bebês só foi descoberta porque o marido de Queila desconfiou de traição, já que o menino tem pele clara e os ''pais'' são pardos. Ela fez um teste de DNA para provar que o marido estava errado e descobriu que nem ela era mãe do menino. Foi então que procurou a polícia e deu início à investigação.
O primeiro dia de adaptação foi difícil. Mãe de outro menino, Queila diz que sente uma ''falta constante''. Chegou a confundir o nome das crianças: chamou o ''filho'' antigo, mas na verdade queria falar com o biológico.

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