Roma - O ginecologista italiano Severino Antinori disse ontem que a gravidez das três mulheres inseminadas com embriões humanos clonados se desenvolve ‘‘com normalidade’’ e as gestantes estão submetidas a permanente supervisão médica. No entanto, ele não forneceu nenhuma comprovação para as afirmações.
Em uma entrevista coletiva na capital italiana, Antinori explicou que as gestantes estão na décima, oitava e sétima semanas de gestação, mas não forneceu detalhes sobre a identidade das mulheres ou o país no qual residem.
O polêmico ginecologista se referiu aos prejuízos e restrições que existem sobre a clonagem humana e afirmou que quando ocorrerem os partos e ‘‘em seu devido momento’’ os bebês clonados serão apresentados oficialmente à comunidade científica.
Ele também insistiu que não é responsável pelas equipes médicas que realizam a experiência, apenas o‘‘coordenador’’ delas.
Antinori aproveitou para atacar o Vaticano e o Governo dos EUA, que se opuseram com força à clonagem humana o que, em sua opinião, impede a procriação de muitos casais que não podem ter filhos.
No mês passado, o ginecologista afirmou que duas das inseminações com embriões clonados foram feitas em países da ex-União soviética e o terceiro em um da península Arábica, mas ontem não confirmou essa informação.

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