Mães comemoram avanços
Itamara Domingues da Silva, de Londrina, conta que a filha Elizabeth, de cinco anos, recebeu a primeira aplicação de toxina botulínica há cerca de um mês. Nesse tempo ela já contabiliza alguns avanços: Ela tem um pé mais curto que o outro, que dificultava andar. Ainda vamos medir, para saber como ficou com o botox, mas visualmente já deu para perceber uma diferença. Agora ela já consegue ficar uns três, quatro minutos em pé, sozinha, com as mãos soltas.
Itamara conta que a filha teve paralisia cerebral causada por parto prematuro. Ela nasceu de seis meses e teve a parte motora atingida, lembra. A mãe comenta que, em casa, a menina anda de bicicleta e na escola, já aprendeu a escrever o próprio nome. Ela está contente, comemora.
Já Gabrielly Odízio Amichi, de oito anos, está na quarta aplicação de botox. Antes disso, ela quase não conseguia andar porque pisava na ponta dos pés e os joelhos batiam um no outro, o que a obrigava a usar uma faixa. A melhora foi visível, até, na escola, a professora comentou. Agora, vamos tentar continuar o tratamento até a cirurgia, afirma a mãe, Catarina Magali Odízio, de 44 anos.
Catarina lembra que sofreu de eclâmpsia (caracterizado principalmente pela hipertensão) durante a gravidez. Gabrielly nasceu prematura, com 31 semanas, e teve paralisia cerebral. Quando ela era bebê, os médicos achavam que ela não ia andar. Ela andou aos dois anos e meio e hoje até sobe escada. Tudo é uma vitória, e a gente aplaude junto, relata.
A mesma esperança de melhora tem a dona de casa Jaine Marinho, de 39 anos, mãe de Emyllaine Marinho Albertine, de três anos e 10 meses. A filha teve paralisia cerebral ao nascer, também prematura. A paralisia atingiu a parte motora, por isso ela não anda sozinha.
Depois de um mês da aplicação da toxina botulínica, a mãe já vê melhoras: Ela já está se locomovendo melhor com o andador e com apoio. Fico muito feliz, quero ver ela andando.(C.P.)





