Porto Alegre, RS- Um caso parecido com o do menino Iruan Ergui Wu, retido em Taiwan por três anos até ser devolvido à avó brasileira no início de 2004, ameaça se repetir, desta vez envolvendo Brasil e Paraguai. A professora Genilma Boehler está acionando entidades internacionais de direitos humanos para reaver seus dois filhos, levados pelo ex-marido ao Paraguai, em fevereiro deste ano e desaparecidos desde então.
Nos próximos dias ela deve ter uma audiência com o ministro das Relações Exteriores para pedir ajuda do governo brasileiro. Ao mesmo tempo, a Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul deve denunciar o rapto à Corte Internacional de Direitos Humanos.
As crianças Guillermo, de dez anos, e Arturo, de seis anos, foram deixadas pela professora na companhia do ex-marido Eri Daniel Rojas Villalba, de quem Genilma já estava separada, para que ele as levasse ao colégio, em São Bernardo do Campo, no dia 4 de fevereiro deste ano.
Ao voltar para casa, ela percebeu que as mochilas nem havia sido tocadas. Depois de buscas infrutíferas, começou a procurar familiares de Villalba no Paraguai e recebeu a informação para esquecer os filhos. A professora chegou a viajar ao país sul-americano, mas não encontrou os meninos.
Genilma já tem uma decisão da Justiça brasileira, acatada pela Justiça paraguaia, determinando a repatriação das crianças, mas desconfia que o insucesso das gestões esteja ligado à má vontade de policiais paraguaios.

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