Logo que apareceram as primeiras pintinhas vermelhas nas costas de Manuela, de quatro anos, a mãe, Maria Aparecida Almeida Kaster, já ficou atenta. Ela conta que achou estranho e resolveu observar. ''Depois percebi uma marquinha na perna, com várias pintinhas em volta. À noite, quando ela foi escovar o dente, reclamou de dor na boca'', conta.
No dia seguinte, a mãe percebeu mais manchas e hematomas espalhados por todo o corpo. ''E na boca tinha uns seis ou sete pontos, umas bolinhas de cor roxa e preta. Fiquei assustada e levei ao pediatra'', relata.
Segundo Maria Aparecida, o médico pediu exames urgentes, de sangue e urina. ''No mesmo dia pediram para repetir o exame de sangue e quando voltei já estava marcada uma consulta com o hematologista. Nessa hora fiquei assustada, passa um monte de coisa na cabeça da gente''.
Manuela foi internada, conta a mãe, porque havia risco de hemorragia. O diagnóstico: púrpura trombocitopênica imunológica (PTI). ''Nunca tinha ouvido falar disso, nem podia imaginar. Ela ficou cinco dias no hospital e tive que levar muito vídeo e muito livrinho de pintura. Imagina dar conta de uma menina de quatro anos ativa, e que não tinha 'nada' aparente?'', lembra.
A menina foi medicada com um imunosupressor e segundo a mãe, responde bem ao medicamento. ''Quando ela foi para o hospital estava com 10 mil plaquetas, e saiu com 60 mil. Esta semana ela já estava com 268 mil e o médico já vai diminuir a dosagem do remédio. Estou rezando para que ela fique nos 80% de cura''.
Maria Aparecida conta que, no começo, não queria buscar informações sobre a doença, mas pondera: ''Fiquei com medo porque nunca tinha ouvido falar nisso. As crianças brincam muito, batem a perna e ficam com umas manchinhas. Isso é normal. Mas é importante ficar atento, observar''.

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