Curitiba - Uma mulher de 25 anos foi presa pelo assassinato dos dois filhos (uma menina de 7 e um menino de 10 anos) na noite de segunda-feira (9) na Colônia de Santa Bárbara, no município de Palmeira (Campos Gerais).
Segundo a polícia, Deuceni Amaral confessou o duplo homicídio e alegou que as crianças passavam necessidade e não tinha comida para oferecer aos filhos. Além disso, ela informou que queria fugir e, para isso, teria que se livrar dos pequenos Ana Maria Amaral Voichcoski e Ruan Felipe Amaral.
Segundo o delegado-adjunto da 13 Subdivisão Policial (SDP) de Ponta Grossa, Leonardo Bueno Carneiro, Deuceni chamou a menina para fora de casa com a desculpa de que iriam brincar de esconde-esconde. Em seguida, pediu para a filha colocar um pano na boca e disse ''morde pra mamãe''. De costas, a criança foi acertada com uma barra de ferro e depois levou duas facadas. Logo depois, chamou o outro filho e o assassinou da mesma maneira. ''Friamente ela admitiu os crimes. Alegou que estava cansada e que pretendia fugir do local, mas que precisava se livrar dos filhos de alguma maneira'', informou o delegado.
A mãe ainda tentou enganar os policiais dizendo que tinha sido agredida por bandidos que teriam matado seus filhos. Conforme a polícia, Deuceni ainda jogou o corpo das crianças em uma valeta próximo a casa da família e correu para dentro de casa lavar as mãos sujas de sangue. O marido dela, um homem de 67 anos, e padrasto das crianças, chamou a polícia ao acreditar que havia outra pessoa na casa.
''Com uma pedra ela tentou fazer alguns ferimentos em si própria, mas na delegacia, após o interrogatório ela acabou falando a verdade. Ela tinha premeditado o crime desde a tarde de segunda-feira'', disse Leonardo.
De acordo com o marido de Deuceni, a mulher nunca queria sair com as crianças e estava agressiva ultimamente. O homem informou que estava deitado e não percebeu nenhuma movimentação. O delegado ressaltou que ele só ouviu um barulho no banheiro e, quando foi verificar, a mulher estava caída e pedindo socorro, dizendo que alguém tinha entrado na casa. ''O pai das crianças não vivia mais com Deucemir. E o padrasto relatou que ela ingeria muita bebida alcóolica'', completou o delegado.
Ela permanece à disposição da Justiça na Delegacia de Ponta Grossa, mas em breve deve ser transferida para um presídio da região. Conforme a polícia, ela deve responder por homicídio duplamente qualificado. Se for condenada, a pena pode variar entre 12 e 30 anos de prisão.

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