Curitiba- Celina e Beatriz Abagge podem ir a novo júri popular, caso seja mantida a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), divulgada esta semana. Ao julgar o mérito, o órgão negou o pedido de habeas-corpus para suspender o julgamento, que deveria ter sido realizado em 16 de maio do ano passado, mas não aconteceu por força de uma liminar concedida pelo ministro do STJ, Paulo Medina. Mãe e filha foram denunciadas pelo Ministério Público (MP) estadual por suposto envolvimento na morte do menino Evandro Ramos Caetano, de 6 anos, em 1992, em Guaratuba, Litoral do Estado.
A 2 Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, atendendo recurso do MP, determinou a realização de novo julgamento perante o Tribunal do Júri de Curitiba. Celina e Beatriz haviam sido julgadas, em 1998, no Juízo de São José dos Pinhais, onde foram absolvidas.
Um dos advogados de defesa de Celina e Beatriz, Osmann de Oliveira, adiantou que o advogado que as representa em Brasília irá recorrer da decisão do STJ, junto ao próprio órgão e, se necessário, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ele contestou a informação divulgada pelo STJ de que as duas teriam pagado ''R$ 7 milhões pelo sacrifício de uma criança em ritual de umbanda'' para recuperar financeiramente a serraria pertencente à família. ''É uma afirmação absolutamente equivocada. Se elas tivessem esse dinheiro, já seria suficiente para reerguer os negócios da família'', afirmou.

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