Para o delegado de Porecatu, Aparecido Antonio Gregório, é possível que o crime tenha tido caráter político, mas ele não cita quem seria o autor, nem o desfavorecido. ''Havia muitos ex-candidatos a vereador nesse churrasco'', justificou. Segundo o policial, 13 pessoas já depuseram, entre testemunhas, suspeitos e vítimas. Outras duas vítimas devem ser ouvidas hoje. Ainda conforme o delegado, a nenhuma delas teria sido oferecido dinheiro. Já os laudos do IML das duas primas ficam prontos segunda-feira.
A mãe de uma das meninas, uma pensionista de 26 anos, que tem outros três filhos, disse que a família toda tem medo das ameaças feitas por telefone à menor. ''Vamos nos mudar daqui, porque até dinheiro já ofereceram ao meu marido para que a gente retire a queixa. Dá medo demais viver assim'', declarou, sem citar nomes.
A pensionista fez o primeiro contato com o Conselho Tutelar que não manifesta palavra alguma sobre o ocorrido o qual efetivou a denúncia à Polícia. ''Ela só foi aparecer em casa no dia seguinte, já quase meio-dia, depois de ter ficado com medo e pousado na casa da prima'', explicou.
O rancho onde aconteceu o churrasco é a última construção de uma fazenda na rodovia PR-170. O local estava trancado com vários cadeados, ontem à tarde, e possuía como únicos sinais de que alguém passara por lá uma lata de lixo cheia de garrafas de aguardente e um par de meias masculinas, jogados na varanda. (J.G.)

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