Mãe descobre agressões de professora com gravador oculto
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quinta-feira, 17 de julho de 2014
Redação Bonde 
Uma professora da Emeb (Escola Municipal de Educação Básica) Esther Gazoni, em Araçatuba, no interior de São Paulo, foi afastada da unidade de ensino após a mãe de uma aluna descobrir atos de violência contra as crianças.
Ao notar mudanças no comportamento da filha, a estudante de pedagogia Isabel Cristina Alves da Rocha Moreno, de 39 anos, colocou um gravador escondido na mochila da menina. Quando a filha de 4 anos chegou em casa, Isabel comprovou que a professora agredia as crianças verbalmente e fisicamente. Outras quatro crianças também teriam sido agredidas pela mesma professora na escola.
Preocupada com reclamações da filha, Isabel teve a ideia de colocar um telefone celular, com módulo de de gravação de áudio ativado, em sua mochila escolar. A intenção, era descobrir se ela estava mesmo sendo maltratada na escola. Isabel conta que se ele contasse o que estava acontecendo com sua filha, as pessoas não acreditariam.
Depois de ouvirem a aula pelo aparelho, Isabel e o marido, o metalúrgico Marco Antônio Moreno Mazarin, de 41 anos, se assustaram com os gritos da professora. "Eu vou jogar ela na parede, eu não quero ela aqui, eu não quero. Vou jogá-la na parede, vou arrancar a cabeça dela", disse a professora ao se encontrar com a coordenadora da escola, que posteriormente confirmou o teor da gravação em depoimento à Polícia Civil.
A gravação foi feita em 10 de abril, um dia depois que a menina voltou chorando da escola, com uma mancha em um dos braços.
De acordo com Isabel, outras três mães confirmaram as agressões aos filhos. A educadora acusada de agressão, cujo nome não foi divulgado, foi afastada pela direção da escola até o encerramento de uma sindicância interna pela Secretaria de Educação.
Por meio de nota, a prefeitura informou que a comissão que segue analisando o caso, não tem prazo para concluir a apuração.
Segundo a delegada da Mulher de Araçatuba, Luciana Frascino Pistori, o crime foi identificado como menor potencial ofensivo, portanto, nesta semana, o caso foi levado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim). Ela revelou ainda que, as agressões verbais contra as crianças foram confirmadas, mas os exames periciais que constatariam as agressões físicas foram prejudicados.
A menina continua assistindo às aulas normalmente, porém, Isabel está preocupada com a saúde da filha, que passou a dormir no quarto dos pais e acorda à noite com pesadelos. Devido ao comportamento da garota, ela está passando por acompanhamento psicológico no Conselho Tutelar e no Centro de Referência Especializado em Assistência Social. (Com informações UOL)


